O secretário do Interior, Doug Burgum, afirmou que a produção de petróleo na Venezuela “está aumentando, chegando a um incremento de 50% em apenas três meses”. Além disso, ele disse acreditar que “poderia até ser erguida uma estátua do presidente Trump” na Venezuela, pois “eles o veem como Simón Bolívar”. Por sua vez, o presidente republicano brincou com a possibilidade de ser candidato nas próximas eleições contra Delcy Rodríguez.
Dada a complexa situação no Irã, onde um acordo com o regime do aiatolá para reabrir o Estreito de Ormuz após a operação militar que matou o líder Ali Khamenei ainda não foi finalizado, o governo dos EUA, sob a liderança de Donald Trump, concentra-se em destacar o sucesso da transição na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro. Isso permitiu aos EUA acesso aos recursos do país sul-americano, onde a indústria petrolífera se recuperou significativamente nos últimos três meses graças à supervisão de Washington sobre o governo interino de Delcy Rodríguez e sua gestão da produção e exportação de petróleo bruto em coordenação com as autoridades competentes. A reviravolta nos acontecimentos em Caracas permitiu até que Trump se vangloriasse de sua popularidade na Venezuela.
A situação na Venezuela dominou a pauta de uma reunião de gabinete televisionada na quinta-feira, diretamente da Casa Branca. O presidente Trump, o secretário do Interior, Doug Burgum, e o secretário de Estado, Marco Rubio, forneceram detalhes sobre a produção de petróleo do país nos últimos meses, a gestão das receitas petrolíferas e até fizeram algumas piadas, tudo isso enquanto afirmavam ter controle sobre a situação na nação caribenha. Isso contrastou fortemente com o cenário complexo no Irã, onde o conflito armado se arrasta há mais tempo do que o previsto.
Quando Burgum tomou a palavra, afirmou que a produção de petróleo venezuelana “está aumentando, atingindo um aumento de 50% em apenas três meses”, acrescentando que esse petróleo bruto “está sendo enviado para refinarias americanas na Costa do Golfo”. Rubio acrescentou que “em apenas dois meses, a Venezuela gerou mais receita do que no ano passado”. E neste ponto, esclareceu: “Mas o dinheiro não está mais sendo roubado”. O Secretário de Estado lembrou a todos que a gestão da receita está nas mãos da Casa Branca. ” Ela vai para uma conta controlada por nós, e nós a repassamos para ajudar as pessoas, financiar hospitais e pagar professores.”
🇺🇸 | El secretario de Interior de Estados Unidos, Doug Burgum, dijo este jueves junto al presidente Donald Trump que la producción de petróleo en Venezuela "está aumentando hasta alcanzar un incremento de 50 % en tan solo tres meses", agregando que ese crudo "se envía a las… pic.twitter.com/1mdbvLS87n
— PanAm Post Español (@PanAmPost_es) March 26, 2026
Trump aproveitou a oportunidade para salientar que, com a nova relação comercial que os Estados Unidos têm com a Venezuela, ambos os países estão ganhando “muito dinheiro” e que, além disso, o custo da operação militar que terminou com a captura de Maduro em 3 de janeiro em Caracas já foi pago “em grande parte”, graças aos acordos que ele fez com Delcy Rodríguez.
Mas vangloriar-se dos benefícios econômicos não foi suficiente. Tanto Trump quanto Burgum confirmaram, com algumas piadas, o que uma pesquisa da AtlasIntel revelou algumas semanas atrás, na qual o presidente republicano aparece como um dos líderes com a imagem mais positiva dentro da Venezuela, atrás apenas de Marco Rubio e da líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado.
“Depois do meu mandato, talvez eu vá para a Venezuela e me candidate à presidência contra a Delcy. Talvez eu me candidate contra a Delcy”, disse Trump, rindo, alegando ter o maior índice de aprovação no país sul-americano. “Eles me amam na Venezuela, mas é uma opção para mim, uma ótima opção”, insistiu Trump sobre a possibilidade de se candidatar à presidência da Venezuela após o término de seu mandato, considerando que ele já terá cumprido os dois mandatos permitidos pela Constituição dos EUA.
🇺🇸 | El presidente de Estados Unidos, Donald Trump, bromeó este jueves con la posibilidad de presentarse a las elecciones en Venezuela contra Delcy Rodríguez, debido a la popularidad que él tiene en el país sudamericano.
— PanAm Post Español (@PanAmPost_es) March 26, 2026
👉"Después de mi mandato, tal vez vaya a Venezuela y me… pic.twitter.com/tQ6xQBhSsR
Seguindo a mesma linha de raciocínio, o Secretário do Interior, que esteve recentemente na Venezuela e se reuniu com Delcy Rodríguez, confirmou as declarações de Trump sobre sua popularidade no país, chegando a afirmar que acredita que eles poderiam até mesmo “erguer uma estátua do Presidente Trump” e comparando-o a Simón Bolívar. “Eles veem o Presidente Trump como Simón Bolívar”, declarou, relembrando sua visita à Venezuela, onde observou admiração pelos Estados Unidos. “Eles adoram beisebol americano. Se você olhar ao redor, verá pessoas vestindo camisetas da NBA.”
Com todas essas demonstrações de ego de Trump, a conversa só poderia terminar com a pergunta natural do presidente americano: “Quando vão fazer a estátua?”
