Trump assinou o ato de constituição do órgão, inicialmente concebido para supervisionar seu plano de paz para Gaza e que agora pretende ampliar para outros conflitos globais, em uma cerimônia realizada no auditório principal do Centro de Congressos da cidade alpina.
Davos (Suíça), 22 de janeiro (EFE) – O presidente dos EUA, Donald Trump, lançou o Conselho de Paz nesta quinta-feira em Davos (Suíça), em uma cerimônia na qual esteve cercado por cerca de vinte chefes de Estado e de governo, incluindo os presidentes da Argentina e do Paraguai e o primeiro-ministro da Hungria.
“O mundo está mais rico, seguro e pacífico” do que há um ano, quando ele assumiu seu segundo mandato, gabou-se Trump, que enumerou uma lista de conflitos que terminaram devido à sua intervenção e enfatizou que “nenhum governo na história conseguiu uma mudança tão radical em 12 meses”.


Trump assinou o ato de constituição da organização, inicialmente concebido para supervisionar seu plano de paz para Gaza e que agora pretende ampliar para outros conflitos globais, em uma cerimônia realizada no auditório principal do Centro de Congressos da cidade alpina.
Os governantes que aderiram à iniciativa, que ocuparam assentos dispostos no palco ao redor de Trump, também assinaram a ata de constituição antes do presidente dos EUA, para o que se aproximaram de uma mesa situada ao lado do palco.
“O que estamos fazendo é muito importante”, disse Trump. “Era algo que eu realmente queria fazer, e não conseguia pensar em nenhum lugar melhor” para isso.
O presidente voltou a criticar a ONU, dizendo que ela tem um “enorme potencial” que não utiliza, e garantiu que a combinação entre as Nações Unidas e seu Conselho produzirá “algo único no mundo”.
Entre os participantes do evento estavam alguns dos membros do conselho administrativo do novo órgão, como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; o secretário de Estado, Marco Rubio; o emissário da Casa Branca, Steve Witkoff; e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump.
Além disso, participaram da cerimônia os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Paraguai, Santiago Peña, bem como o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, e o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, países que apoiam a iniciativa.
Em seu discurso durante o evento, Rubio destacou as conquistas em prol da paz de Trump, a quem definiu como um presidente de ação e um líder com “visão e coragem para sonhar o impossível”.
Até agora, pelo menos 35 dos cerca de 50 chefes de Estado e de Governo aceitaram fazer parte do conselho de paz, segundo informou ontem a Casa Branca, que não divulgou uma lista detalhada.
Entre os países que aceitaram ser membros do organismo estão Israel, Argentina e Egito, enquanto outras nações, como França, Noruega e Suécia, rejeitaram a iniciativa.
Segundo revelou o próprio Trump nesta quarta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, aceitou juntar-se a organização, embora o Kremlin ainda não tenha confirmado este fato.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou nesta quarta-feira, por meio de um de seus porta-vozes, que o Conselho de Paz de Trump é, por enquanto, “amorfo”, e ressaltou que o apoia “estritamente” em seu trabalho na Faixa.