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Trump anuncia que conversará com Cuba porque “o país está pedindo ajuda”

“Nenhum republicano jamais falou comigo sobre Cuba, que é um estado falido e só está indo em uma direção: para baixo! Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar!”, escreveu o presidente dos EUA em sua rede social Truth Social.

Washington, 12 de maio (EFE) – O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na terça-feira que Cuba, em crise, busca ajuda para superar sua situação e garantiu que responderá com diálogo, que por ora parece estar paralisado em meio às ameaças do presidente de assumir o controle da ilha.

“Nenhum republicano jamais falou comigo sobre Cuba, que é um estado falido e só está indo em uma direção: para baixo! Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar!”, escreveu o presidente dos EUA em sua rede social Truth Social.

Trump, que tem viagem marcada para Pequim hoje para uma reunião agendada com seu homólogo chinês e aliado em Havana, Xi Jinping, concluiu sua mensagem: “Enquanto isso, estou indo para a China!”

O presidente Trump aumentou recentemente a pressão sobre a ditadura cubana, que ele está sufocando com uma expansão das sanções que abrangem praticamente qualquer pessoa ou empresa não americana que faça negócios com a ilha, especialmente nos setores de energia, defesa, segurança e finanças.

As medidas punitivas mais recentes incluem sanções contra o conglomerado militar cubano Gaesa, seus executivos e uma empresa de mineração em joint venture com a canadense Sherritt, uma das maiores empresas estrangeiras que operam na ilha, que pouco antes anunciou a suspensão imediata de suas operações em Cuba.

Isso se soma ao embargo de petróleo imposto à ilha em janeiro por Trump, que afirmou que “assumirá o controle” de Cuba “quase imediatamente” e que poderá deslocar o porta-aviões USS Abraham Lincoln para as águas do Caribe.

Washington e Havana continuam as negociações, mas o único encontro presencial conhecido entre as duas partes ocorreu em abril, sem nenhum progresso. Por ora, as conversas parecem estar paralisadas em meio à escalada da retórica antagônica entre os dois países.

Mais medidas contra Cuba

A mídia americana vazou uma suposta lista de exigências de Washington, com a economia e os presos políticos como prioridades, o que a ditadura cubana nega.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou na semana passada que serão tomadas “mais medidas” contra Cuba, segundo declarações feitas durante uma visita ao Vaticano, onde a questão da pressão americana sobre a ilha foi discutida.

Por sua vez, o atual ditador cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que Trump “está intensificando suas ameaças de agressão militar contra Cuba a uma escala perigosa e sem precedentes” e que, consequentemente, “a comunidade internacional deve tomar nota e, juntamente com o povo dos Estados Unidos, determinar se um ato criminoso tão drástico será permitido”.

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