“O Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz. Ele não será mais usado como arma contra o mundo!”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social.

Washington, 17 de abril (EFE) – O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que o Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz, a via navegável estratégica para petróleo e mercadorias que está no centro das tensões na guerra contra Teerã, e comemorou que este é um “grande dia para o mundo”.

“O Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz. Ele não será mais usado como arma contra o mundo!”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social.

Segundo o americano, este é “um grande e brilhante dia para o mundo”.

Trump já havia comemorado nas redes sociais o anúncio do governo iraniano sobre a reabertura completa da passagem marítima, embora tenha alertado que o bloqueio da Marinha dos EUA à costa iraniana permanece em vigor até que ambos os países cheguem a um acordo para pôr fim ao conflito, iniciado pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro.

O líder republicano previu que “este processo deverá ser muito rápido, uma vez que a maioria dos pontos já foi negociada”.

O presidente ordenou um bloqueio naval aos navios que entram ou saem dos portos iranianos após o fracasso das negociações no último fim de semana em Islamabad, onde se espera que as conversas sejam retomadas em breve, com a mediação do Paquistão.

O Irã anunciou na sexta-feira que o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, permanecerá “totalmente aberto” até o fim do cessar-fogo com os Estados Unidos na próxima quarta-feira, em decorrência do início da trégua no Líbano anunciada na quinta-feira.

De acordo com Teerã, a rota inaugurada consiste em uma rota de entrada e uma rota de saída: a primeira partirá do Golfo de Omã em direção ao norte, até a Ilha de Larak, e de lá para o Golfo Pérsico, enquanto a segunda seguirá a rota inversa.

O bloqueio do estreito, como retaliação do Irã aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, gerou incerteza nos mercados, disparou o preço do petróleo e afetou a economia mundial, além de contribuir para a desestabilização do Oriente Médio.