De acordo com reportagens divulgadas pela Fox News, membros da delegação norte-americana — incluindo assessores, agentes de segurança e executivos de grandes empresas como Apple, Nvidia, Boeing, Qualcomm e BlackRock — receberam instruções para deixar seus celulares pessoais antes de viajar para a China.
A visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China para se encontrar com o líder chinês Xi Jinping está ocorrendo sob rígidas medidas de segurança digital, em meio a temores de espionagem e ataques cibernéticos atribuídos a Pequim.
Segundo informações divulgadas pela Fox News, os membros da delegação americana — incluindo assessores, oficiais de segurança e executivos de grandes empresas como Apple, Nvidia, Boeing, Qualcomm e BlackRock — foram instruídos a deixar seus telefones pessoais em casa antes de viajar para a China.


Em vez disso, as autoridades usam dispositivos temporários conhecidos como “telefones limpos”, laptops restritos e sistemas de comunicação controlados para reduzir o risco de vigilância, ataques cibernéticos ou roubo de dados. As autoridades americanas consideram que a China possui um dos ambientes cibernéticos mais agressivos do mundo.
Bill Gage, ex-agente do Serviço Secreto e atual diretor de segurança do Safehaven Security Group, afirmou que os alertas começam antes da chegada do presidente. “A China é um Estado de vigilância em massa. Tudo é monitorado”, afirmou.
As medidas também incluem evitar portas USB e estações de recarga públicas por receio do chamado “juice jacking”, uma técnica que permite extrair informações ou instalar software malicioso nos dispositivos.
Theresa Payton, ex-diretora de informação da Casa Branca, explicou que alguns funcionários recebem telefones configurados com “golden images”, cópias de segurança que permitem detectar se o aparelho foi manipulado durante a viagem.
Além disso, equipes militares e de comunicações instalaram espaços seguros temporários, conhecidos como SCIFs, dentro de hotéis e áreas controladas para impedir escutas eletrônicas durante conversas confidenciais.
A viagem ocorre em meio a tensões crescentes entre Washington e Pequim em relação à espionagem, à segurança cibernética e a disputas tecnológicas.