“O governo Trump está procurando pessoas dentro do governo cubano que possam ajudar a chegar a um acordo para derrubar o regime comunista antes do final do ano”, relata o Wall Street Journal.

Após a captura de Nicolás Maduro nas primeiras horas de 3 de janeiro, em uma operação militar dos EUA que pegou o governo venezuelano de surpresa e subjugou as forças armadas da ditadura chavista em questão de minutos, o governo Trump quer ir além. A queda do sucessor de Hugo Chávez não apenas marcou o início da transição para a democracia na Venezuela, mas também representou um duro golpe para Havana, que vinha sobrevivendo graças aos carregamentos de combustível de Caracas em meio à pior crise energética da ilha.

“O governo Trump está procurando pessoas dentro do governo cubano que possam ajudar a chegar a um acordo para derrubar o regime comunista antes do final do ano”, informou o Wall Street Journal com exclusividade na noite de quarta-feira, citando fontes familiarizadas com o assunto, que acrescentaram que a Casa Branca está “encorajada pela queda de Nicolás Maduro”.

Segundo as fontes, em Washington acreditam que a ditadura cubana “nunca esteve tão frágil” em consequência da “perda de um benfeitor vital”, referindo-se a Maduro, que foi escolhido em 2012 por Hugo Chávez como seu sucessor após anunciar que sofria de câncer terminal, devido à sua proximidade com o castrismo e à confiança que Havana depositava nele, acima de outras figuras do chavismo.

O artigo do WSJ esclarece que o governo dos EUA não tem atualmente um “plano concreto” para derrubar o regime cubano, que mantém o país sob o jugo de uma brutal tirania comunista há quase sete décadas, mas a prisão de Maduro encoraja altos funcionários do governo Trump a colocar Cuba como o próximo país na lista para recuperar sua liberdade, sem esquecer também que o Secretário de Estado, Marco Rubio, é filho de cubanos exilados nos EUA após fugirem da ditadura de Castro.

Com informações do Wall Street Journal.