Entre essas doações de países amigos do regime de Castro está a de Yamandú Orsi, presidente do Uruguai, que enviou 20 toneladas de leite em pó para a ilha.
O regime cubano está cada vez mais desesperado. Já não conta com o fornecimento de barris de petróleo que costumava receber da Venezuela quando Nicolás Maduro estava no poder. Enquanto isso, o México, seu outro aliado, está sob vigilância dos EUA. O efeito dominó está agravando a crise nos setores da saúde, alimentação, energia elétrica e até mesmo do turismo. No entanto, algumas alianças que o regime de Castro ainda mantém lhe fornecem uma tábua de salvação.
O Uruguai está entre os países cujo presidente, o esquerdista Yamandú Orsi, está oferecendo uma ajuda crucial à ditadura cubana ao enviar 20 toneladas de leite em pó. Segundo Mario Lubetkin, Ministro das Relações Exteriores do Uruguai, trata-se de uma forma de “estender a mão” a Cuba. Devido a questões logísticas e de transporte, o México será responsável pela entrega do leite à ilha nas próximas semanas. O governo de Claudia Sheinbaum utilizará um navio da Marinha mexicana.
O governo Orsi mencionou, meses atrás, sua intenção de enviar “ajuda simbólica” a Cuba. Mas essas supostas boas intenções empalidecem em comparação com a realidade na ilha. Seus habitantes só têm acesso aos alimentos autorizados pela ditadura por meio do cartão de racionamento. Na maioria dos casos, o Estado fornece apenas uma pequena porção desses alimentos. Assim, o regime cria um ciclo vicioso de controle, no qual os indivíduos são subjugados e se tornam cada vez mais dependentes das ajudas da ditadura. Em outras palavras, o Uruguai está fazendo um favor ao castrismo.


Claudia Sheinbaum promete mais petróleo para Cuba
Há uma semana, o México informou a chegada de um novo navio de ajuda humanitária à ilha, transportando 96 toneladas de alimentos. Este foi o quarto carregamento desse tipo. Essa ação aproxima Sheinbaum da ditadura liderada por Miguel Díaz-Canel e eleva o total para 3.125 toneladas. E não para por aí. Desde o ano passado, a presidente comprou ao regime cubano 12 milhões de dólares em medicamentos sem certificação.
À longa lista de concessões de Sheinbaum ao regime de Castro, devemos acrescentar a promessa de futuros carregamentos de petróleo. Da mesma forma, a presidente mencionou a possível retomada dos carregamentos da petrolífera estatal Pemex, enquanto simultaneamente continua a entrega de ajuda humanitária. Não se sabe se isso conta com a aprovação do governo Donald Trump ou se, pelo contrário, busca desafiar a Casa Branca.
Embora a presidente mexicana tente minimizar as doações que faz a Cuba em benefício do regime, ela não consegue esconder sua simpatia pela ditadura da nação caribenha. De fato, logo após a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o México se tornou seu principal fornecedor de petróleo. Anteriormente, durante a temporada de festas de 2025, o México havia autorizado um carregamento de combustível subsidiado. Esse carregamento consistia em 13 milhões de litros de “diesel automotivo”, avaliados em mais de US$ 14,6 milhões, segundo um relatório da organização Mexicanos Contra a Corrupção e a Impunidade (MCCI).
A Rússia está preparando uma doação para o sistema de saúde
A Rússia juntou-se à lista de doadores que fornecem o apoio tão necessário à presidência de Miguel Díaz-Canel, ajudando-o a evitar novos protestos de rua devido à grave crise no país. Nas últimas horas, o petroleiro Anatoli Kolodkin chegou à ilha com 740 mil barris, o equivalente a 100 mil toneladas de petróleo bruto. Enquanto isso, Alexander Dmitrievich Beglov, governador de São Petersburgo, anunciou “a preparação de uma doação destinada ao sistema público de saúde das províncias de Santiago de Cuba e Matanzas”.
Oscar Pérez-Oliva, vice-primeiro-ministro e ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro de Cuba, viajou pessoalmente à cidade russa para finalizar o acordo. Ele também revelou que o governo de Miguel Díaz-Canel está preparado para “expandir a colaboração nos setores de educação, cultura e biofarmacêutico, bem como fortalecer os laços comerciais e econômicos entre as duas nações”.
Por Oriana Rivas.