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Ministério Público acusa formalmente Evo Morales por tráfico agravado de pessoas

No início deste ano, um tribunal declarou Morales em rebeldia, depois que o político não compareceu duas vezes, alegando doença, a uma audiência que deveria resolver a acusação contra ele por tráfico agravado de pessoas.

La Paz, 21 de out (EFE) – O Ministério Público de Tarija (sul) apresentou nesta terça-feira acusações formais contra o ex-presidente boliviano Evo Morales por tráfico de pessoas agravado, o que significa que o juiz de primeira instância deve definir uma data para o início do julgamento.

A promotora do Departamento de Tarija, Sandra Gutiérrez, informou que esta fase do processo penal contra Morales (2006-2019) foi alcançada após a realização de uma análise “minuciosa” de todas as provas e relatórios coletados durante a fase preparatória.

“Vamos aguardar a instauração do processo penal, para que, depois que o juiz analisar tudo isso, seja repassado ao juízo correspondente para marcar data e hora para o julgamento oral”, disse Gutiérrez em entrevista coletiva.

Ela enfatizou que a investigação, que começou “no final de setembro do ano passado, culmina hoje com uma acusação formal”.

Em outubro de 2024, a promotora Gutiérrez emitiu um mandado de prisão contra o ex-presidente, que foi posteriormente endossado por um tribunal de Tarija, por supostamente ter tido um filho com uma menor enquanto era presidente da Bolívia em 2016.

No início deste ano, um tribunal declarou Morales em rebeldia ao tribunal depois que ele não compareceu duas vezes a uma audiência para resolver as acusações contra ele por tráfico de pessoas agravado, alegando doença.

Neste caso, os apoiadores do ex-presidente bloquearam estradas para impedir sua prisão em 2024, e Morales não sai do Trópico de Cochabamba, seu reduto político e sindical, desde outubro do ano passado, onde permanece protegido por centenas de seus aliados.

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