Por EFE
O chefe da diplomacia norte-americana insistiu que o objetivo final da política do governo de Donald Trump para a Venezuela é a realização de “eleições multipartidárias, livres e justas”, embora não tenha indicado uma data provável para as eleições.
Washington, 3 de junho (EFE) – O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu nesta quarta-feira que as condições para a realização de eleições na Venezuela sejam estabelecidas “o mais rápido possível”, incluindo a criação de uma nova comissão eleitoral.
“Gostaríamos de vê-la o mais rápido possível, mas lembrem-se que se passaram cinco meses (desde a captura de Nicolás Maduro), não cinco anos, não 50 meses. Cinco meses não é muito tempo para um país que passou pelo que esse país passou, mas precisamos claramente de uma nova comissão eleitoral”, declarou ele em uma audiência perante a Câmara dos Representantes.
O secretário de Estado dos EUA insistiu que o objetivo final da política do governo Trump em relação à Venezuela é a realização de “eleições multipartidárias, livres e justas”, embora não tenha oferecido uma possível data para as eleições.
Rubio afirmou que “uma imprensa independente é necessária para eleições livres e justas”, uma condição que, segundo ele, é um passo na direção certa, mas ainda não foi totalmente alcançada.


Ele também salientou que “os partidos políticos precisam de espaço para se organizarem e se mobilizarem” e que “é necessária uma comissão eleitoral”.
As últimas eleições presidenciais na Venezuela foram realizadas em 28 de julho de 2024, quando o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), controlado pelo chavismo, proclamou a reeleição de Maduro sem apresentar os registros eleitorais.
Desde a captura de Maduro, acusado de tráfico de drogas em Nova York, o governo de Donald Trump restabeleceu as relações diplomáticas com a Venezuela e fortaleceu os laços com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
Washington alega exercer tutela sobre o governo Rodríguez, que promoveu uma reforma para liberalizar o setor petrolífero e uma anistia para presos políticos.
A líder venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, que reside nos Estados Unidos, anunciou na semana passada que retornará “em breve” à Venezuela e que deseja ser candidata à presidência em eleições “limpas e livres”.