O vice-presidente, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, fizeram parte da equipe que elaborou essa lista de opções militares, ao mesmo tempo em que outras alternativas foram colocadas em discussão, como novas sanções econômicas, ataques cibernéticos ou um apoio mais claro aos movimentos de protesto.
Washington, 14 de janeiro (EFE) – A equipe do Conselho de Segurança Nacional do presidente Donald Trump se reuniu na terça-feira para preparar opções militares no Irã que o presidente dos EUA poderia ordenar nos próximos dias, disse uma fonte próxima à reunião ao Washington Post.
O vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio fizeram parte da equipe que elaborou essa lista de opções militares, enquanto outras vias, como novas sanções econômicas, ataques cibernéticos ou um apoio mais claro aos movimentos de protesto, que se espalharam por cidades de todo o país, também foram consideradas.


O encontro ocorre depois de Trump ter afirmado, na terça-feira, que ordenou o cancelamento de “todos os encontros” com autoridades de Teerã e após o enviado do presidente para o Oriente Médio, Steve Witkoff, ter suspendido os contatos que mantinha até recentemente com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, e sua equipe.
Donald Trump não descartou o uso de opções militares no Irã caso o regime dos aiatolás, liderado por Ali Khamenei, continue a reprimir violentamente os protestos civis e a matar manifestantes desarmados, e ontem mesmo indicou que “a ajuda estava a caminho”, como forma de incentivar as mobilizações e oferecer apoio aos manifestantes.
Segundo diversas fontes próximas à Casa Branca que falaram ao Washington Post, o governo Trump está dividido sobre se a utilização de opções militares contra instalações governamentais ou de segurança no Irã é a melhor estratégia, já que um ataque militar, semelhante ao bombardeio de instalações nucleares em junho, acarreta um alto risco de erro de cálculo ou informações de inteligência falhas.
Além disso, no círculo de Trump, persiste a relutância em intervir militarmente no Oriente Médio e desestabilizar a região, pois isso contradiria a promessa da filosofia política “América Primeiro”.