O ex-candidato de esquerda Roberto Sánchez ainda não aceitou sua derrota eleitoral, enquanto Keiko Fujimori já é reconhecida por vários governos da região.
O Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) concluiu a apuração oficial e Keiko Fujimori venceu as eleições no Peru. Ela agora se prepara para formar seu governo. Já recebeu felicitações dos presidentes da Argentina, Chile, Equador e Bolívia, bem como do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella. Regimes de esquerda, como os do Brasil e da Venezuela, e o liderado por Gustavo Petro (que esteve no poder na Colômbia até 7 de agosto), permaneceram em silêncio.
Vários nomes já estão sendo considerados para cargos ministeriais no futuro governo de Keiko Fujimori. É certo que Luis Carranza chefiará o Ministério da Economia. Outros nomes mencionados incluem Juan Sheput para o Ministério do Trabalho e Javier González-Olaechea para o Ministério das Relações Exteriores. Outros são considerados improváveis. Juan Sheput concorre apenas por iniciativa própria. Da mesma forma, outros potenciais candidatos vêm de partidos políticos que não conseguiram atingir a cláusula de barreira eleitoral. Seria um erro político para Keiko Fujimori nomear indivíduos com tais características para o seu governo.
Entretanto, o ex-candidato de esquerda Roberto Sánchez ainda luta para aceitar sua derrota eleitoral. Como é amplamente sabido, ele comemorou prematuramente. E durante essa comemoração, muitos foram vistos tentando se juntar à onda do partido supostamente vitorioso.
No cenário internacional, é preocupante observar como o governo de Delcy Rodríguez está impedindo que a ajuda internacional chegue às vítimas do duplo terremoto na Venezuela. Além disso, o governo também dificulta o retorno de María Corina Machado ao seu país. Parece que a influência de Diosdado Cabello está longe de diminuir.
