Não tenhais medo
Você não precisa temer Diminuir-se não é sublime O medo está afastado Estou logo atrás de você Apenas continue sorrindo
Ave preta
Oh, aquela ave preta sobre galhos rijos cinzentos. Oh, meu sertão que se encontra verde, tudo um pouco mais
Do ser o que é
Concentro-me em algaravias amiúdes De arquétipos mui caros… Tento ouvir a todos. Alguns corifeus de meus valores amados, Valores escritos
Da vida
Da vida Já vi alguns invernos Já vi alguns infernos Vi infernos em invernos E invernos em infernos
Deserto
Deserto Quem nunca deixou pegadas na areia? Quem não sentiu o pé no chão queimar? Nesse deserto toda alma vadeia.
Um chapéu
Um bom homem deve levar Na cabeça um bom chapéu Tira-se o chapéu Para respeitar alguém Ou um ambiente respeitável
Poesia – De passagem
Essas vilinhas bucólicas Quiçá melancólicas Com bodes amarrados em algarobeiras Recordam-me algo que fui, talvez. Falo de um sujeito mais
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