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Barco destruído pelos EUA transportava uma tonelada de cocaína: recuperado pela República Dominicana

“É a primeira vez na história que a República Dominicana e os Estados Unidos realizam uma operação conjunta contra o narcoterrorismo na região do Caribe”, afirmou a DNCD.

Um barco contendo pelo menos 377 pacotes de cocaína foi destruído na costa de Pedernales durante uma operação coordenada contra o tráfico de drogas em alto mar. Esta é a primeira operação conjunta realizada pela República Dominicana e pelos Estados Unidos, após o destacamento no Caribe ordenado pelo presidente americano Donald Trump.

De acordo com relatos coletados pelo Diario Libre, o Comando Sul dos Estados Unidos, a Força-Tarefa Conjunta Interagências Sul (JIATF-Sul), em aliança com as autoridades dominicanas, detectou a embarcação do tipo “Go Fast” movendo-se ao sul da Ilha Beata, sudoeste da República Dominicana.

Nesse sentido, Carlos Devers, porta-voz da Direção Nacional de Controle de Drogas (DNCD), explicou que relatórios de inteligência indicavam que o barco que transportava três pessoas — que morreram em consequência do ataque — transportava quase uma tonelada de cocaína. O objetivo era usar o território dominicano como ponto de trânsito para os Estados Unidos.

Após receber o alerta, a Marinha da República Dominicana, juntamente com a DNCD, ativou protocolos de vigilância aérea e marítima, enquanto agentes dos EUA interceptaram a embarcação e a destruíram em alto mar com um “ataque aéreo militar”.

Após a recuperação da carga, foram contabilizados 13 fardos contendo 377 pacotes. Aproximadamente 60 foram queimados pela explosão da embarcação. Posteriormente, foram enviados, sob custódia, ao Instituto Nacional de Ciências Forenses (INACIF) da República Dominicana para determinação do tipo e peso exato.

“Esta é a primeira vez na história que a República Dominicana e os Estados Unidos realizam uma operação conjunta contra o narcoterrorismo na região do Caribe”, afirmou a DNCD.

Esta operação ocorre em meio à estratégia dos Estados Unidos de intensificar sua presença no Caribe para combater o narcotráfico.

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