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Argentina anuncia sua adesão à Parceria Transpacífica e se abre para o mundo

Por Marcelo Duclos

O ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, confirmou a notícia em Paris. Trata-se de um bloco de 12 países que representa 13% do PIB global.

De Paris, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, confirmou na tarde de terça-feira que a Argentina aderirá formalmente ao Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP). A notícia chegou ao país após declarações feitas pelo representante do governo de Javier Milei durante o Congresso do Instituto Argentino de Executivos de Finanças, organização dedicada à promoção de políticas de livre comércio.

O CTPP abre as portas para um mercado de 600 milhões de pessoas. Atualmente, o bloco inclui Vietnã, Singapura, Reino Unido, Peru, Nova Zelândia, Malásia, México, Chile, Japão, Brunei, Austrália e Canadá. Esses 12 países representam 13% do PIB global, o que significa uma mudança significativa no comércio para uma nação que estava praticamente isolada do mundo.

A apresentação formal será feita pelo Ministro das Relações Exteriores da Argentina ao Ministro do Comércio da Nova Zelândia, Cameron Brewer.

Dessa forma, o governo de Javier Milei está colocando em prática sua proposta de mercado aberto, aproximando o país de novos parceiros comerciais em todo o mundo, mas também provocando debates na região. No âmbito das discussões do Mercosul, a Argentina reiterou sua intenção de aumentar o número de alianças internacionais e que, caso o bloco não planejasse se abrir para o mundo, o país o faria unilateralmente.

“A base dessa credibilidade é a estabilidade macroeconômica e a projeção externa por meio de alianças estratégicas com países que compartilham os mesmos ideais, o que aumenta significativamente o comércio e atrai investimentos”, afirmou o representante francês. Segundo Quirno, até então, a Argentina estava “voltada para si mesma”, o que acabou criando um sistema de favoritismo que obrigava os consumidores a comprar produtos de baixa qualidade a preços elevados.

“Já fiz 32 viagens internacionais porque meu principal papel é viajar com minha mala para promover a Argentina no mundo”, enfatizou o Ministro das Relações Exteriores. Sobre a abordagem do governo em relação às alianças comerciais, Quirno afirmou que “o mercado da Argentina é o mundo”.

Em relação às políticas de livre comércio e abertura comercial, o presidente Milei afirmou repetidamente que seu objetivo é tornar a Argentina “o país mais livre do mundo”. Apesar de partir de uma situação bastante adversa, autoridades como o ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, estão alinhadas com a proposta do governo e, de modo geral, transmitem essa notícia positiva, em meio às complicações políticas internas a um ano das eleições presidenciais.

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