PHVOX – Análises geopolíticas e Formação
Anderson C. Sandes

A arte é uma arma?

Fala-se muito em nossos dias sobre “guerra cultural”. As artes fazem parte da cultura de um povo, culminando para o éthos.

Seria a arte uma arma na chamada “guerra cultural” (ou guerra espiritual, como pensam alguns, incluindo eu)? Vejamos um pouco de etimologia:

No grego, a palavra para arte é tekhné. Os romanos traduziram essa palavra para o latim como ars.

Ambos os termos — em grego e em latim — significam técnica, habilidade. Mas também, por extensão, um texto que ensina uma habilidade, ao que chamamos em português de manual.

Em latim, ars deriva da palavra armus, que designa “ombro” ou “braço”. Curiosamente, a raiz ar de ars é a mesma de arma.

É como se as palavras “arte” e “arma” fossem irmãs. A arte é, então, uma forma de arma e, mais que isso — como vimos na etimologia —: um manual, e um “braço” simbólico do artista, que pode ter suas intenções ao fazer a arte.

A literatura (incluindo história e escrituras sagradas de todo tipo), pintura, esculturas, arquitetura, música, dança, são formas de arte que podem permear o imaginário de um povo, para o bem e para o mal.

A arte não é apenas uma arma na “guerra cultural”, é uma das principais armas, mais duradoura e resistente que qualquer outra. Não menosprezemos tal ar(te)ma — sim, a arte é muito injustiçada e desvalorizada na chamada “guerra cultural” (na prática, pois no discurso é um mantra).

 

Para mais conteúdo acesse @sandespoeta no Instagram

Pode lhe interessar

Sobrinho de Fidel Castro está sendo preparado para assumir o poder em Cuba

PanAm Post
19 de dezembro de 2025

O dever da honestidade

Pe. José Eduardo
29 de novembro de 2022

Trump está dividido entre atacar o Irã “com muita força” ou encerrar a guerra em duas ou três semanas

PanAm Post
2 de abril de 2026
Sair da versão mobile