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Whisky e roupas de grife: os luxos nas celas do Trem de Aragua, no Chile

Em uma operação realizada em 3 de abril no módulo 1, foram apreendidas drogas, um fogão elétrico e uma garrafa de whisky avaliada em 250 mil pesos, além de roupas de marcas exclusivas como Gucci e Versace, tênis Jordan, cortinas, tapetes, difusores de aromas e um projetor apelidado de “o astronauta”.

Um oficial da polícia relatou a existência de luxuosas “celas VIP” no presídio de Santiago 1, ocupadas por membros da gangue Tren de Aragua, onde foram encontrados itens proibidos, como whisky, roupas de grife, tecnologia e um sistema elétrico clandestino.

O policial, cujo depoimento foi relatado pelo Teletrece, alegou que os privilégios desfrutados pelos presos foram possíveis graças à cumplicidade de agentes penitenciários, incluindo um suboficial apelidado de “o Doutor”, que foi identificado como responsável pelo vazamento de suas informações pessoais. Poucos dias após a denúncia, o agente foi baleado em sua casa em Cauquenes, um incidente que também colocou sua irmã em risco.

Segundo o relatório, durante uma operação realizada em 3 de abril no módulo 1, foram apreendidas drogas, um fogão elétrico e uma garrafa de whisky avaliada em 250 mil pesos, além de roupas de marcas exclusivas como Gucci e Versace, tênis Jordan, cortinas, tapetes, difusores de aromas e um projetor apelidado de “o astronauta”.

Um dos problemas mais sérios foi a instalação de um sistema de fiação caseiro que permitiu aos presos restabelecer a energia após cortes de energia impostos pela polícia.

O promotor Sergio Soto alertou que esses privilégios “eram impossíveis de ignorar”, enquanto a vice-diretora de operações da polícia, Helen Leal, afirmou que investigações estão em andamento para combater a corrupção nas prisões.

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