Enquanto a CNN fala de pelo menos 25 voos de reconhecimento nas proximidades de Cuba, a NBC afirma que o Pentágono atualizou planos para uma “possível ação militar” na ilha e destaca que o presidente Trump está “impaciente” por não ter conseguido, com pressão, o colapso do regime.
A ditadura atualmente liderada por Miguel Díaz-Canel pode estar perto do fim. Isso pode ser indicado pelos 25 voos militares realizados pelas Forças Armadas dos EUA perto de Cuba nos últimos três meses para coletar informações, um processo semelhante ao realizado antes da operação para capturar Nicolás Maduro na Venezuela e antes da primeira onda de ataques a alvos no Irã, de acordo com uma reportagem da CNN baseada em uma análise de dados da plataforma FlightRadar24.
A maioria dos voos da Marinha e da Força Aérea dos EUA registrados desde 4 de fevereiro ocorreu perto das duas maiores cidades da ilha, Havana e Santiago de Cuba, alguns chegando a menos de 64 quilômetros da costa, acrescentou a publicação.
De acordo com o comunicado de imprensa, essas operações foram realizadas principalmente com aeronaves de patrulha marítima P-8A Poseidon, projetadas para vigilância e reconhecimento, enquanto outras foram conduzidas com modelos RC-135V Rivet Joint, especializados na coleta de sinais de inteligência. O relatório também indicou o uso de drones de alta altitude MQ-4C Triton para reconhecimento.
“Padrões semelhantes, nos quais a retórica intensificada da administração Trump coincidiu com o aumento da visibilidade pública dos voos de vigilância, ocorreram na preparação para as operações militares dos EUA tanto na Venezuela quanto no Irã”, observa a CNN
EUA atualizam informações sobre ação militar em Cuba
Por outro lado, a NBC noticiou na segunda-feira que o Pentágono atualizou os planos para uma “possível ação militar contra Cuba”, caso o presidente dos EUA, Donald Trump, a ordene, segundo dois funcionários atuais e um ex-funcionário americano.
Fontes anônimas citadas pelo veículo de comunicação afirmam que Trump “está cada vez mais frustrado com a capacidade do governo cubano de se manter no poder”, apesar da crescente pressão de Washington, e questionou seus assessores “sobre por que os esforços de seu governo para derrubar o regime não tiveram sucesso”.
Segundo o relatório, autoridades americanas acreditam que “o regime ainda pode cair até o final deste ano sem intervenção militar dos EUA, mas Trump considera esse prazo insuficiente”.
O Pentágono não confirmou nem negou as reportagens da CNN e da NBC.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou na sexta-feira que mais sanções serão impostas à ditadura cubana, após as ordenadas por Trump no início de maio.
Em 1º de maio, o presidente dos EUA assinou uma nova ordem executiva para estender o escopo das sanções contra o regime de Havana, abrangendo praticamente qualquer pessoa ou empresa não americana que tenha relações comerciais com a ilha, especialmente nos setores de energia, defesa, segurança e finanças.
Com informações da EFE, CNN e NBC.
