Donald Trump, com determinação, encerrou um capítulo que colocava em risco os interesses americanos e a paz regional.

A captura de Nicolás Maduro, juntamente com os assassinatos de Mahmoud Ahmadinejad e do aiatolá Ali Khamenei, realizados por operações dos EUA sob a liderança de Donald Trump, selaram o fim de uma aliança perigosa que durou mais de duas décadas entre Caracas e Teerã.

Tudo começou em 1999, quando Hugo Chávez chegou ao poder na Venezuela e passou a buscar aliados que compartilhassem sua rejeição visceral aos Estados Unidos. Em 2001, ele visitou Teerã pela primeira vez e assinou os primeiros acordos de cooperação com o então presidente Mohammad Khatami. A partir daí, a relação se intensificou. Em 2005, com a ascensão de Mahmoud Ahmadinejad à presidência iraniana, Chávez e Ahmadinejad transformaram a aliança em uma frente aberta contra Washington: declararam-se um eixo de resistência, as visitas mútuas aumentaram e centenas de acordos foram assinados nas áreas de petróleo, indústria militar, tecnologia e evasão de sanções.

Entre 2006 e 2012, foram firmados mais de 270 acordos; o Irã ajudou a construir fábricas e enviou gasolina quando a Venezuela estava à beira do colapso, em troca do apoio ao programa nuclear iraniano na ONU. Após a morte de Chávez em 2013, Nicolás Maduro manteve a mesma abordagem, retomando os envios de combustível iraniano em 2020 e permitindo que a rede de influência se estendesse ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e à possível presença do Hezbollah na região.

Essa aliança não apenas aprofundou a crise humanitária na Venezuela, exacerbou a corrupção e levou milhões ao exílio, como também representou uma ameaça direta à segurança dos EUA e à estabilidade da América Latina. A presença iraniana no Hemisfério Ocidental, a transferência de tecnologia militar, o desafio constante à ordem global e a erosão da hegemonia energética dos EUA transformaram essa aliança em um risco estratégico persistente. Durante anos, tanto o governo Trump (2017-2021) quanto o governo Biden tentaram enfraquecê-la com sanções, mas a relação resistiu à pressão até que, em 2025, com Trump de volta à presidência após vencer a eleição de 2024, Washington decidiu tomar medidas decisivas.

As operações secretas que resultaram na prisão de Maduro em Caracas e na eliminação de Ahmadinejad e Khamenei no Irã desmantelaram os últimos pilares daquela era. Esses golpes recentes cortaram redes financeiras ilícitas, eliminaram líderes ideológicos e inauguraram uma nova era de realinhamento da influência dos EUA, que estava ameaçada há muito tempo.

Jorge e Delcy Rodríguez, assim como Diosdado Cabello e Vladimir Padrino López, têm sido fervorosos defensores do regime iraniano. Basta lembrar o episódio do assassinato de Qasem Soleimani: fileiras de chavistas foram vistas em frente à embaixada iraniana em Caracas em demonstração de solidariedade ao terrorista morto. Será que o mesmo acontecerá agora? Parece que, sob a tutela de Donald Trump, o chavismo não se comportará da mesma maneira. A declaração publicada pelo Ministério das Relações Exteriores, que rejeitava a morte do aiatolá, já bastante morna, foi retirada de todas as redes de comunicação pública, resultando em silêncio oficial absoluto minutos após sua divulgação.

Trump encerrou de forma decisiva um capítulo que havia colocado em risco os interesses dos EUA e a paz regional. A era Venezuela-Irã chegou ao fim.

Por Roderick Navarro.