O presidente fez novas declarações sobre a grave situação que a ilha atravessa. Ele também se referiu à chegada de um navio russo com mais de 700 mil barris de petróleo bruto.
O presidente dos EUA, Donald Trump, abordou a grave crise em Cuba, afirmando que “é um país em declínio e será o próximo”, possivelmente referindo-se ao fim do regime de Castro, que esteve no poder por 67 anos. Ele então afirmou que a nação caribenha “em breve entrará em colapso, e nós estaremos lá para ajudá-la”.
Isso se soma às declarações anteriores do presidente dos EUA, após suas ordens de interromper o fornecimento de petróleo de países como México e Venezuela para o regime de Miguel Díaz-Canel, que vinha fornecendo apoio crucial após décadas de corrupção. Sem esses pacotes de ajuda, a crise na ilha se agravou, já que as poucas usinas de energia ainda em operação continuam dependendo do petróleo bruto. Sem eletricidade, setores como saúde, agricultura e até mesmo transporte ficam paralisados.
Portanto, Trump minimizou a iminente chegada de um petroleiro russo a Cuba. “Não me incomoda… eles têm um regime ruim, uma liderança ruim e corrupta, e se receberem ou não um petroleiro, isso não importa”, declarou o presidente a bordo do Força Aérea Um. Suas declarações se referem a uma embarcação que transporta mais de 700 mil barris de petróleo bruto e que, segundo informações do The New York Times, estaria a menos de 24 quilômetros da ilha.
⚠️⚠️#Ahora. En video. Trump reitera que “Cuba será la próxima”, confirma la entrada de un petrolero ruso a aguas territoriales cubanas. pic.twitter.com/c9lJ3S3nN3
— Mag Jorge Castro🇨🇺 (@MagJorgeCastro) March 30, 2026
Petroleiro russo com destino a Cuba é alvo de sanções
O navio, o Anatoly Kolodkin, de bandeira russa, é um petroleiro sancionado tanto pelos EUA quanto pela União Europeia (UE). Mesmo assim, o presidente republicano mencionou que “as pessoas [em Cuba] precisam de aquecimento, ar condicionado e todas as outras coisas necessárias”.
Segundo informações do site de notícias 14ymedio, o navio carregou mercadorias no porto russo de Primorsk em 8 de março. Durante sua passagem pelo Canal da Mancha, “o petroleiro foi monitorado pela Marinha Real Britânica enquanto era escoltado pela corveta russa Soobrazitelny. Após esse trecho, as duas embarcações se separaram e o petroleiro seguiu sozinho em direção ao Atlântico e, posteriormente, ao Caribe.”
Em um único dia, previu-se que 57% do país sofreria apagões durante os horários de pico, segundo dados da empresa estatal de energia elétrica, Unión Eléctrica (UNE). Metade das 16 unidades geradoras termoelétricas do país estão atualmente fora de serviço devido a avarias ou trabalhos de manutenção, tarefa que recai sobre o regime liderado por Miguel Díaz-Canel. A este respeito, um relatório do centro de pesquisa Cuba Study Group (CSG), com sede nos EUA, indica que são necessários pelo menos US$ 6,612 bilhões apenas para restabelecer a capacidade de geração de energia elétrica.
No entanto, longe de reconhecer décadas de negligência, a liderança política cubana alega que a situação se deve ao “bloqueio” dos EUA.
Com informações da EFE
