Segundo Trump, grandes empresas petrolíferas investirão pelo menos 100 bilhões de dólares no desenvolvimento da infraestrutura energética do país sul-americano, e ele se reunirá com executivos dessas empresas na Casa Branca para acertar os detalhes desses investimentos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou uma segunda onda de ataques militares planejados contra a Venezuela depois que o governo venezuelano autorizou a libertação de um número significativo de presos políticos, um gesto que Washington descreveu como um “sinal de busca pela paz”.


Trump indicou em uma mensagem publicada em sua plataforma Truth Social que a decisão de suspender a ofensiva foi uma resposta à cooperação do regime venezuelano, especialmente na libertação de detidos por motivos políticos. Ele ressaltou que esse ato foi um “gesto muito importante e inteligente” e que, graças a isso, a segunda fase dos ataques foi considerada desnecessária e finalmente cancelada.
— Department of State (@StateDept) January 9, 2026
O presidente dos EUA também destacou o progresso na cooperação bilateral para a reconstrução da indústria de petróleo e gás da Venezuela, descrevendo-a como “maior, melhor e mais moderna”.
De acordo com Trump, as principais companhias petrolíferas investirão pelo menos US$ 100 bilhões no desenvolvimento da infraestrutura energética do país sul-americano, e ele se reunirá com executivos dessas empresas na Casa Branca para finalizar os detalhes desses investimentos.
Trump esclareceu que todas as unidades navais dos EUA permanecerão em suas posições na região como medida de segurança.
Por sua vez, o presidente da Assembleia Nacional Chavista, Jorge Rodríguez, informou que a libertação de presos políticos — incluindo figuras importantes da oposição e alguns estrangeiros — está ocorrendo “a partir deste exato momento”, como parte dos esforços para promover a paz e a estabilidade interna.
Organizações de direitos humanos, como o Foro Penal, documentaram centenas de pessoas presas por motivos políticos e exigem anistia total para garantir a libertação de todos os detidos. A decisão surge dias depois de uma operação dos EUA em Caracas que culminou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro, que agora enfrenta acusações nos Estados Unidos, uma ação que intensificou o debate internacional sobre a situação na Venezuela.