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Terminam 20 anos de socialismo na Bolívia e, em breve, 25 na Venezuela

A vitória da democracia na Bolívia é um tapa na cara dos tiranos da Venezuela, Cuba e Nicarágua. Esta não foi uma simples eleição, foi uma lição de história. As tiranias têm prazo de validade.

Neste fim de semana, testemunhamos um evento histórico. Sem precedentes. O fim de 20 anos de socialismo na Bolívia. Duas décadas de miséria, morte e peculato estão chegando ao fim. A oposição conquistou 80% dos votos e uma mensagem clara de rejeição ao partido no poder.

Rodrigo Paz foi a grande surpresa eleitoral. O ex-deputado e filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora não liderava as pesquisas e venceu inesperadamente com 31% dos votos, superando favoritos como o veterano Jorge “Tuto” Quiroga (27%).

Não era uma escolha comum

A Bolívia estava em uma encruzilhada política e econômica. O cocaleiro Evo Morales ameaçou incendiar o país e dinamitar as eleições. A inflação estrangulava a população, o tráfico de drogas era desenfreado, o dinheiro era escasso, o combustível era escasso e o governo era incapaz e ineficaz. Este foi o pano de fundo para as eleições bolivianas.

Um país rico mergulhado na miséria

Esse é o contraste entre uma nação com as maiores reservas de lítio do mundo, gás natural e minerais abundantes como prata e estanho. Tudo isso foi destruído pela corrupção e má gestão do Movimento ao Socialismo (MAS).

Essas eleições eram a última esperança. Um pedido de socorro. O socialismo, que prometia inclusão e igualdade na Bolívia, havia se tornado uma elite corrupta e repressiva, com mais de 300 presos políticos, incluindo a ex-presidente Jeanine Áñez e o ex-governador Luis Fernando Camacho.

Uma mudança sem derramamento de sangue

A presença de observadores eleitorais da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia foi essencial para garantir a integridade do processo no qual quase 8 milhões de bolivianos eram esperados para votar.

O papel controverso de Luis Arce

Além de sua péssima gestão econômica e falta de carisma político, sua incapacidade de ceder às ambições de Evo Morales, sua recusa em concorrer à reeleição e sua aceitação de uma transição de poder foram cruciais. Um de seus piores erros foi ignorar o tráfico de drogas e se recusar a libertar centenas de presos políticos.

Evo Morales e seu legado infame

O cocaleiro destruiu a autonomia de quase todos os poderes do Estado, abriu caminho para grupos terroristas, levou o país à falência, promoveu a corrupção e o tráfico de drogas e abusou de uma menor. Imperdoável.

Bolívia e o fim de uma noite escura

O país sul-americano terá a oportunidade de se tornar uma potência global na indústria de lítio e gás natural, abrindo-se para o mundo, investindo e prosperando. Deixará para trás projetos pessoais em prol de um projeto nacional.

Nenhuma tirania dura para sempre. Todas têm um prazo de validade. O que aconteceu na Bolívia neste domingo não foi uma eleição; foi um raio de esperança. Embora nenhum candidato tenha vencido completamente, a verdadeira vencedora foi a democracia. A esperança de um povo e de um continente inteiro que hoje, mais do que nunca, continua a clamar: LIBERDADE!

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