O caso está sendo conduzido pelas promotorias de Manhattan e Brooklyn, e conta com a participação de promotores especializados em tráfico internacional de drogas, bem como da DEA e do Serviço de Investigação de Segurança Nacional, segundo noticiou nesta sexta-feira, em exclusivo, o New York Times.
O presidente colombiano Gustavo Petro está sendo investigado criminalmente em um caso aberto pelo Departamento de Justiça dos EUA por supostos vínculos com o narcotráfico, revelou o New York Times com exclusividade nesta sexta-feira, citando três pessoas com conhecimento do caso, que acrescentaram que pelo menos dois procuradores americanos estão envolvidos na investigação.
O caso está nas mãos das procuradorias de Manhattan e do Brooklyn e envolve promotores especializados em tráfico internacional de drogas, bem como agentes da Administração de Combate às Drogas (DEA) e do Serviço de Investigações de Segurança Interna (HSI), disseram fontes ao jornal nova-iorquino.
Segundo relatos, a investigação criminal, que está em fase inicial, tem apurado, entre outros pontos, possíveis encontros de Gustavo Petro com traficantes de drogas e se sua campanha presidencial solicitou doações dessas pessoas. O NYT esclarece que ainda não se sabe se serão apresentadas acusações criminais.
Além disso, o veículo de comunicação americano destaca que não há provas de que a Casa Branca tenha se envolvido no início de qualquer uma das investigações. Embora o presidente Donald Trump tenha feito acusações públicas contra Gustavo Petro, ele se reuniu com ele em seu gabinete no início deste ano.
O jornal The New York Times acrescenta que procurou obter reações tanto do círculo próximo de Gustavo Petro quanto de representantes das duas procuradorias, da DEA e do Departamento de Segurança Interna, mas todos se recusaram a comentar.
No final de outubro, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, incluiu Gustavo Petro, sua esposa Verónica Alcocer, seu filho Nicolás Petro e o Ministro do Interior Armando Benedetti na lista de indivíduos sancionados pelo OFAC.
A atualização da lista não ofereceu detalhes sobre essas sanções, mas especificou que esses indivíduos se enquadravam na categoria de designação antinarcóticos.
Com informações do The New York Times.
