“Para nós, o resultado é doloroso, mas deixou claro que não nos foi conferida a responsabilidade de governar”, disse o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, diante de seus apoiadores.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições parlamentares de domingo e felicitou seu rival, o conservador Péter Magyar, pela vitória, visto que já se sabia que, com pouco mais de dois terços dos votos apurados, o líder da oposição havia ultrapassado a cláusula de barreira que exigia maioria de dois terços no Parlamento.

“Para nós, o resultado é doloroso, mas deixou claro que ele não nos deu a responsabilidade de governar”, disse o presidente aos seus apoiadores. Seu partido, o Fisdez, conquistou apenas 54 das 199 cadeiras, com 72,4% dos votos apurados, contra 138 do Tisza, a organização política húngara, que infligiu uma derrota “dolorosa” a Orbán no domingo, após governar o país da Europa Central desde 2010 com maioria absoluta.

Magyar, o grande vencedor do dia, havia anunciado minutos antes que Orbán o telefonara para reconhecer a derrota e parabenizá-lo pelo seu desempenho nas eleições parlamentares de hoje. “Há pouco, o primeiro-ministro Viktor Orbán nos parabenizou por telefone pela nossa vitória”, escreveu Péter Magyar no Facebook.

O terceiro partido na Câmara, Nuestra Patria, estava pouco acima do limite de 5% às 21h55, horário local, o que lhe daria sete cadeiras.

Caso essa “supermaioria” (a partir de 133 cadeiras) seja confirmada, Tisza poderá cumprir sua promessa eleitoral de “reconstruir o Estado de Direito” na Hungria, que o governo Orbán havia reformado com uma nova Constituição que, segundo a imprensa internacional de esquerda, limitava a liberdade de imprensa e outros direitos fundamentais, levando muitos a rotular Orbán como autoritário, um termo pejorativo que ele refutou neste domingo com seu espírito democrático, reconhecendo imediatamente sua derrota e parabenizando o vencedor.

Com informações da EFE