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O metaverso de Mark Zuckerberg fracassa e perde 80 bilhões de dólares

A Meta havia apostado que o Horizon Worlds seria o ponto central do metaverso. Mas a plataforma será encerrada no próximo dia 15 de junho devido à falta de usuários.

O fracasso do metaverso, anunciado com grande alarde por Mark Zuckerberg no final de 2021, era previsível. O Horizon Worlds, o mundo que prometia oferecer uma “segunda vida” em realidade virtual — usando um avatar para transportar usuários para diferentes locais — mal tinha 200 mil usuários um ano após o lançamento. A meta da empresa era alcançar 500 mil. A decepção foi tão profunda que a Meta, empresa controladora, anunciou o encerramento da plataforma.

A Meta apostou que o Horizon Worlds seria o centro do metaverso, para onde as pessoas viajariam para assistir a shows, encontrar amigos em outros países ou comprar produtos digitais. Mas nada disso se concretizou como Zuckerberg esperava. O resultado é um prejuízo de quase US$ 80 bilhões desde 2020, acumulado pela divisão Reality Labs, responsável pelo projeto. Em janeiro deste ano, esse departamento demitiu 1.500 pessoas.

Segundo a empresa, o aplicativo Horizon Worlds será removido da loja Quest no final de março e completamente descontinuado em realidade virtual em 15 de junho. Anteriormente, o acesso exigia headsets do tipo Meta Quest 2. Com essa mudança, o jogo se tornará uma experiência exclusivamente mobile. Ou seja, será um jogo que só pode ser instalado em celulares.

O erro que selou o destino do metaverso

Além dos detalhes tecnológicos, a questão oferece uma perspectiva interessante: a Meta almejava uma solução ambiciosa para um problema inexistente. Viver em um mundo virtual com um avatar não só parecia disruptivo em outubro de 2021, como também levantou uma questão entre aqueles que ouviram o anúncio: “Qual o sentido?”. Usar um headset para participar de uma vida paralela se mostrou um sinal óbvio. Menos ainda em um contexto onde a inteligência artificial está integrada ao cotidiano e não exige nenhum esforço para ser usada.

Horizon Worlds também não conseguiu competir com plataformas como Roblox ou Fortnite. Segundo a CNBC, a plataforma social nunca atraiu “mais do que algumas centenas de milhares de usuários ativos por mês”. Em contraste, o Roblox tem mais de 100 milhões de usuários diários.

Quando Mark Zuckerberg anunciou que o Facebook mudaria seu nome para Meta, ele garantiu a todos que o mundo veria a “próxima versão da internet”. No entanto, esse futuro se transformou em apenas mais um produto que a empresa precisava fazer funcionar. Mesmo possuindo os headsets Meta Quest, os usuários não terão acesso ao metaverso, pois, a partir de 15 de junho, não poderão mais criar, publicar ou atualizar mundos de realidade virtual, nem acessar o Meta Horizon Worlds.

A aposta em chatbots com rostos de celebridades também não funcionou. Tratava-se de uma ideia anunciada em 2023, na qual esses chatbots de IA “conversavam” com usuários do Messenger, Instagram e WhatsApp. Entre as celebridades que participaram estavam Tom Brady, ex-jogador de futebol americano, e Paris Hilton, modelo americana.

A Meta está agora redirecionando seu capital para infraestrutura de IA e óculos inteligentes. A empresa prevê investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões até 2026. No entanto, circulam informações internas indicando que a empresa estabeleceu a meta de reduzir sua força de trabalho em 20% este ano e no próximo.

Por Oriana Rivas.

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