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O continente precisa se livrar urgentemente do regime cubano, e Trump é a única opção

Durante a segunda metade do século XX, o sistema prisional insular tornou-se um câncer metastático que afetou todas as democracias latino-americanas. No entanto, nunca houve vontade política para acabar com essa ameaça.

Neste momento, diversas empresas e embaixadas estão elaborando planos de contingência e evacuando seus funcionários de Cuba. Após a prisão de Nicolás Maduro e dada a falta de cooperação do chavismo com a prisão na ilha, administrada pela mesma ditadura desde 1959, tudo indica que os dias do castrismo estão contados. Alguns analistas com fontes confiáveis ​​chegam a afirmar que Miguel Díaz-Canel e Raúl Castro já negociam exílios confortáveis ​​na Rússia, assim como o ex-ditador sírio Bashar al-Assad.

Finalmente, após uma longa história de confrontos geopolíticos significativos, incluindo a Crise dos Mísseis de Cuba e a fracassada invasão da Baía dos Porcos, que remonta à década de 1960, parece que os Estados Unidos serão os responsáveis ​​por pôr fim a essa tragédia que tem ameaçado constantemente todas as democracias da região. Dado o sofrimento da América Latina nos últimos anos, todos devem estar expectantes e cooperativos diante de um processo que certamente gerará mais críticas e acusações de violações do direito internacional e da soberania nacional. Esses argumentos vêm dos habituais idiotas úteis (termo usado pelos bolcheviques para rotular os defensores do comunismo no Ocidente) e dos comparsas do regime e seus tentáculos, que atuam como formadores de opinião, convencendo esses idiotas úteis.

A ditadura comunista — um notório fracasso econômico, como todos os regimes socialistas, mas extremamente bem-sucedida em termos de influência regional — esteve por trás de todas as iniciativas coletivistas propostas na América Latina. Algumas bem-sucedidas, outras não. Mas sempre, por trás de toda ameaça coletivista de esquerda, estava a ditadura cubana, cujos protegidos, quando chegam ao poder, acabam cogovernando.

Em relação à Venezuela, o “investimento” cubano tem uma longa história. Em 1994, quando Hugo Chávez visitou a ilha pela primeira vez (e foi recebido com as honras de um chefe de Estado), a relação com os Castros já estava bem estabelecida. “Temos um projeto estratégico de longo prazo, no qual os cubanos têm e teriam muito a contribuir”, disse o falecido ditador na ocasião, no Auditório Magno da Universidade de Havana. Quando sua saúde se deteriorou seriamente e ele precisou escolher um sucessor, a escolha de Diosdado Cabello por Nicolás Maduro teve muito a ver com todas essas questões. Por trás de seu ex-ministro das Relações Exteriores estava todo o aparato de inteligência cubano, enquanto Cabello tinha em mente um projeto mais personalista, apoiado por suas bases militares venezuelanas. É evidente que o regime cubano, que talvez esteja em seus estertores, já estava organicamente inserido no governo.

Isso, que ficou evidente com a morte dos soldados cubanos na operação de 3 de janeiro para capturar Maduro, tem uma longa história. Mesmo antes da ascensão do chavismo ao poder, os cubanos já possuíam um sistema de infiltração bem-sucedido na Venezuela. Vinte e quatro anos após as eleições de 1998, o ex-candidato Henrique Salas Römer confirmou que, quando ainda liderava as pesquisas contra Chávez, a inteligência cubana entrou em ação (além do dinheiro investido em seu candidato). Em entrevista, o ex-governador de Carabobo afirmou que os cubanos conseguiram infiltrar os sistemas de inteligência dos EUA, sugerindo que a potência do norte não agisse contra o ex-militar golpista. Relatórios de inteligência indicavam que, se Chávez perdesse as eleições, os militares que lhe eram leais desde a tentativa de golpe de 1992 se juntariam à guerrilha colombiana, desencadeando um grave processo de desestabilização regional.

Mas, como já apontamos, nada disso é novidade. Em seu livro *A Ditadura Comunista de Salvador Allende* , Nicolás Márquez detalha todo o processo autoritário que ocorreu no Chile entre 1970 e 1973, que nada tem a ver com o processo democrático e constitucional geralmente associado a esse período. No texto, Márquez descreve todas as prerrogativas assumidas por um Poder Executivo autoritário, que desconsiderava tudo, desde a propriedade privada até os outros dois poderes. Leitores não familiarizados com a história podem encontrar informações sobre a presença de Cuba no governo chileno. Independentemente da opinião que se tenha sobre Augusto Pinochet e seu regime, Allende operava dentro de um processo de estilo chavista, em colaboração com agentes cubanos, que acabou sendo interrompido.

É claro que nem todas as apostas políticas de Fidel Castro deram certo. O livro de Juan Bautista Yofre, *Fue Cuba* , fornece ampla documentação detalhando os esforços do regime de Castro para instalar seus protegidos argentinos na Casa Rosada, como fizeram com o Chile e, anos depois, com a Venezuela. A aposta não se limitava ao apoio político a alguém que pudesse vencer democraticamente, mas também se estendia ao apoio militar, caso o socialismo fosse alcançado pela força e pela luta armada. No final da década de 1960, muitos líderes de alto escalão do grupo guerrilheiro Montoneros receberam treinamento pessoal na ilha.

É evidente que nada disso se limitou à Venezuela, ao Chile e à Argentina. A influência do manipulador é clara em muitos outros projetos, como os de Evo Morales na Bolívia e Rafael Correa no Equador, mas também esteve presente em iniciativas por toda a região. Como dissemos, algumas foram mais bem-sucedidas do que outras, mas sempre, por trás da ameaça da esquerda à democracia latino-americana, seja por meio da luta armada subversiva ou pelo apoio a demagogos “democráticos”, estava Cuba.

Há razões mais do que suficientes para que os países quisessem se defender desse tumor cancerígeno, que se alastrou pela região por quase setenta anos. Havia até argumentos para justificar um ato de guerra — não de agressão, mas de autodefesa. No entanto, a ilha-prisão sempre esteve lá, impune, como uma espécie de Parque Jurássico comunista desde a queda do Muro de Berlim. O fim do castrismo seria, sem dúvida, uma excelente notícia, não apenas para os cubanos vivos, a maioria dos quais nunca viveu em democracia e liberdade.

Artigo de Marcelo Duclos.

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