PHVOX – Análises geopolíticas e Formação
Brasil

Naturalmente

Até quando seremos desrespeitados por sermos nós mesmos? Atacados por não aceitarmos vestir a carapuça – o que não é meu, não quero. Tratados como traidores por revelar nossa essência, sendo natural e não o rotulado normal. Tentam nos convencer de que somos loucos quando não aplaudimos calados o adestramento.

Mas sempre foi assim. Para conseguir trabalho, para “ser do bem”, para ser aceito e considerado bacana, para não envergonhar a família, para os filhos serem aceitos, para não ficar sozinho. As pessoas só amam se você for o que elas querem que você seja. O que esperam que você seja. E se não atender às expectativas, a vítima é quem ditou as regras e o algoz o que não atendeu, simplesmente por não fingir, não mentir ser um outro eu. Autenticidade e personalidade, nem se cogita. A tal liberdade.

E se nem foi comunicado que esperavam algo de você? E se foi? Isso faz sentido? Não acredito. Tão miseráveis que somos.  Tão autoritários que são. Ora fomos vítimas, ora algozes. Mas tem um detalhe, a diferença está na humildade. Se aqui o orgulho existe? Existe. Mas ele não impera (não governa). Esse é o ponto. A luta constante. Antes de uma luta que vomita direitos existe a luta para ser íntegro, verdadeiro, e a verdade impõe limites. Não confunda não aceitar crimes, injustiças, corrupções, com não aceitar opiniões. Porque se é verdade que eu devo respeitar as suas, por que você quer, desenfreadamente, calar as minhas?

A verdade nunca pode ser dita, demonstrada, insinuada. É uma ofensa. Até quando se fugirá do que é verdadeiro, natural e simples para buscar a complicação na inversão e na omissão? Isso é tentar esconder, a todo custo, Deus. “Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?”, Salmos 4:2. Respeite a si mesmo, me respeite. Isso não é agressão, é reconhecer Deus em mim e em você. É respeitar sua natureza e não se moldar a uma forma meramente imposta. Tudo que é verdadeiro se transforma, mas não some aos olhos nem às sensações e menos ainda altera a substância.

Assim, tudo acontece apenas com o barulho necessário, sem o estardalhaço de grandes revoluções. Se os que querem grandes mudanças trabalhassem genuinamente, o mundo se desenvolveria de forma equilibrada, naturalmente.

 

Um texto por Taína Schadeck e Fernanda Parcianello

Pode lhe interessar

Lula confirma que concorrerá a um quarto mandato presidencial no Brasil

PanAm Post
23 de outubro de 2025

Os EUA estão cobrando seu preço? Chile revela aumento na rejeição de solicitações de isenção de visto

PanAm Post
29 de maio de 2025

O México viola o T-MEC ao apoiar a exploração e abuso de médicos cubanos

PanAm Post
29 de novembro de 2024
Sair da versão mobile