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Maduro usou a Venezuela para lavar dinheiro do Hezbollah com o apoio do Irã, afirma Israel

O presidente israelense comemorou ontem o fato de que “muitos países” da América Latina “estão retornando para o eixo norte-americano”, depois que, um dia antes, os Estados Unidos atacaram diferentes pontos estratégicos da Venezuela e capturaram Maduro em Caracas.

O governo israelense afirmou hoje que Nicolás Maduro usou a Venezuela para lavar dinheiro para a milícia xiita libanesa Hezbollah, com o apoio do Irã.

“Maduro liderou um regime terrorista apoiado pelo Irã, usando a Venezuela como plataforma para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro para as redes terroristas do Hezbollah. Posso afirmar que a Venezuela também faz parte do eixo do terror (iraniano)”, disse a porta-voz do governo israelense, Shosh Bedrosian, em sua coletiva de imprensa diária.

Bedrosian também fez coro com a opinião do Ministério das Relações Exteriores de Israel, que considerou que a Venezuela “serviu de base para as operações terroristas do Hezbollah e abrigou instalações de produção de armas iranianas”.

“O primeiro-ministro de Israel, (Benjamin Netanyahu) declarou que o Irã exporta seu terrorismo para a Venezuela para prejudicar Israel e os Estados Unidos, e que tem trabalhado em conluio com o regime de Maduro”, observou Bedrosian.

O líder israelense comemorou ontem o fato de que “muitos países” da América Latina “estão retornando ao eixo dos EUA”, após os Estados Unidos terem atacado vários pontos estratégicos na Venezuela e capturado Maduro em Caracas no dia anterior.

Ele também parabenizou o presidente dos EUA, Donald Trump, que ordenou os ataques e a captura de Maduro, pela operação. Maduro passou as últimas horas em um centro de detenção de segurança máxima em Nova York e deve comparecer a um tribunal americano a partir de hoje.

As palavras do primeiro-ministro israelense ontem ecoaram os elogios que o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, transmitiu publicamente a Trump, expressando sua esperança de que, “com o retorno da democracia ao país caribenho”, Israel e Venezuela pudessem restabelecer “relações amistosas”.

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ) ordenou ontem que a vice-presidente executiva do regime chavista, Delcy Rodríguez, assuma o cargo de presidente interina do país sul-americano, após Trump ter indicado que ela seria a pessoa a assumir o poder temporariamente.

Durante seu discurso no sábado, após a captura de Maduro ter se tornado pública, Rodríguez afirmou que os EUA lançaram “uma operação com o único objetivo de mudança de regime e apropriação dos recursos naturais da Venezuela” e, entre outros pontos, acrescentou que o ataque americano tinha “conotações sionistas”.

Com informações da EFE

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