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Maduro e Petro se gabam de um destacamento conjunto de 40.000 soldados

“Quero agradecer ao presidente da Colômbia (…) Petro deu hoje uma ordem para reforçar com 25 mil homens uma nova força militar em toda a zona colombiana de Catatumbo”, disse Nicolás Maduro nesta quinta-feira, depois de ter anunciado na segunda-feira o envio de 15 mil militares para a mesma zona.

O ditador venezuelano Nicolás Maduro agradeceu ao presidente colombiano Gustavo Petro na quinta-feira por ordenar um destacamento militar na região de Catatumbo, localizada na fronteira entre os dois países, para enfrentar, segundo o colombiano, “as forças da máfia”, como parte do controverso acordo que eles apelidaram de “Zona Binacional”, que tem sido duramente criticado pela oposição colombiana por considerá-lo uma transferência de controle do território colombiano para Maduro.

“Quero agradecer ao presidente da Colômbia (…). Petro deu hoje uma ordem para reforçar uma nova força com 25.000 homens em toda a região de Catatumbo, na Colômbia”, disse Maduro em um evento transmitido pela televisão estatal venezuelana (VTV).

Quatro dias atrás, o regime chavista ordenou um destacamento semelhante de 15.000 oficiais venezuelanos para a mencionada Zona Binacional, enquanto os Estados Unidos mantêm um destacamento de pelo menos sete navios de guerra, um submarino nuclear e pouco mais de 4.000 homens em águas caribenhas.

Maduro também informou que ordenou ao seu ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, que “retornasse” e se coordenasse com seu colega colombiano, Pedro Arnulfo Sánchez, para defender a área de fronteira entre os dois países e limpar esse território de “gangues narcoterroristas”.

“Nós zelamos, cuidamos e preservamos nossa terra. Venezuelanos e colombianos unidos pela paz, prosperidade e soberania”, declarou Maduro.

Anteriormente, Petro anunciou que a Colômbia tem 25.000 soldados na região, acrescentando que “é a coordenação entre os dois Estados” que “vence a máfia”.

O grupo narcoguerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN), a 33ª Frente de “dissidentes” das FARC e grupos de narcotraficantes que lutam pelo controle territorial operam na região de Catatumbo.

Na segunda-feira, o ministro do Interior da ditadura venezuelana e segundo em comando do regime, Diosdado Cabello, declarou que 15.000 policiais uniformizados foram enviados aos estados de Zulia e Táchira, na fronteira com a Colômbia, para “garantir a paz e combater grupos criminosos”.

A posição implausível do regime de Maduro é que não há acampamentos de grupos armados colombianos na Venezuela e que se trata de um território “livre” de plantações de drogas, enquanto Petro também insiste que o Cartel dos Sóis, que motivou o deslocamento militar dos EUA para o Caribe, “não existe”.

As ações em Bogotá e Caracas ocorrem em meio a tensões com os Estados Unidos, após o envio de tropas do Pentágono para as águas do sul do Caribe, perto da Venezuela, para combater o narcotráfico. Isso ocorre logo após a Casa Branca declarar o Cartel dos Sóis uma “organização terrorista transnacional” e aumentar a recompensa pela captura de Maduro sob acusações de tráfico de drogas de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões.

Com informações da EFE

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