Maduro é acusado de quatro crimes: três de conspiração para cometer narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos explosivos; e um quarto crime de posse dessas armas. Flores, por sua vez, é acusada de outros quatro crimes relacionados: dois de conspiração para importar cocaína, um de conspiração para posse de armas e outro de posse de armas.

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, retornam nesta quinta-feira ao Tribunal do Distrito Sul de Nova York para sua segunda audiência após a prisão em janeiro, um processo marcado pela denúncia da defesa de um “bloqueio ilegal” de seus fundos destinados ao pagamento de advogados.

Maduro, que permanece detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn – uma prisão que já abrigou figuras como o rapper Sean “Diddy” Combs e o ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández – comparecerá perante o juiz federal Alvin Hellerstein.

Todas as atenções estarão voltadas para Maduro nesta quinta-feira para ver como ele está após dois meses de detenção. Nicolás Maduro Guerra, filho de Maduro, disse esta semana que ele parecerá magro, enquanto Cilia Flores está “firme e alerta”.

Maduro é acusado de quatro crimes: três de conspiração para cometer narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos; e um quarto crime de posse dessas armas.

Flores, por sua vez, é acusada de outros quatro crimes relacionados: dois de conspiração para importar cocaína, um de conspiração para possuir armas e um de posse de armas.

Em sua primeira audiência, Maduro se declarou “inocente” e se definiu como um “prisioneiro de guerra”, após ter sido capturado em Caracas no início deste ano por forças especiais dos EUA.

Estratégia de defesa e acusação

Os advogados do casal, Barry J. Pollack e Mark E. Donnelly, entraram recentemente com um documento solicitando o arquivamento das acusações.

Eles alegam que o governo dos EUA, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), revogou as licenças que permitiam o uso de fundos venezuelanos para financiar sua defesa, classificando o ocorrido como um “erro administrativo”.

A defesa argumenta que isso viola a Sexta Emenda da Constituição dos EUA e que a oferta de designar defensores públicos para eles é inválida, pois os priva do direito de escolher seus representantes.

Por sua vez, nesta semana, o Ministério Público solicitou ao juiz que proíba os réus de compartilhar material probatório com co-réus foragidos, entre os quais Diosdado Cabello; Ramón Rodríguez Chacín, ex-ministro do Interior; Nicolás Maduro Guerra; e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero” e suposto líder da organização criminosa Tren de Aragua.

O governo dos EUA argumenta que existe um “risco real de violência” e que o círculo próximo de Maduro poderia usar as informações para identificar e retaliar contra testemunhas e suas famílias na Venezuela.

A audiência de quinta-feira será crucial para determinar se o juiz Hellerstein aceita os pedidos da defesa e da acusação, ou se o cronograma processual continua em seu curso rumo a um julgamento histórico.

Especialistas estimam que o julgamento formal não começará antes de um ou dois anos.

Com informações da EFE