Se você não está à mesa, está no cardápio. A reunião deste fim de semana não foi um simples coquetel, mas uma definição de parceiros e aliados estratégicos.
A Cúpula do Escudo das Américas foi um momento decisivo. Os Estados Unidos querem estreitar sua aliança com todos os países dispostos a unir forças para combater o narcotráfico e o crime organizado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falhou mais uma vez com o Brasil. O maior país da América Latina, com o exército mais poderoso da América do Sul, não participou da cúpula. Lula é amplamente visto como um defensor ferrenho das ditaduras do Irã, Cuba e Venezuela.
O governo de Lula condenou a Operação Fúria Épica, na qual os Estados Unidos e Israel decidiram pôr fim ao regime dos aiatolás. Celso Amorim, um radical e conselheiro sênior de Lula, afirmou que o Irã não é o Iraque e não será fantoche de ninguém.
Lula, que tem visita agendada aos Estados Unidos este mês, fez campanha atacando o dólar, pedindo que Nicolás Maduro seja julgado na Venezuela e exigindo o fim do massacre especulativo contra a ditadura cubana.
Nayib Bukele foi a estrela do evento
O presidente Donald Trump reconheceu seu homólogo salvadorenho, Nayib Bukele, como um amigo, competente e focado em resultados. “Ele era um presidente jovem e bonito; hoje ele está mais velho e bonito, mas o que mais importa para mim é que ele está fazendo um bom trabalho.”
Argentina, parceira em todos os níveis
O país sul-americano recebeu recentemente um apoio histórico de 20 bilhões de dólares do Fundo Monetário Internacional (FMI), e Trump impulsionou a vitória de Javier Milei nas eleições de meio de mandato.
No ano passado, a Argentina investiu em caças supersônicos F-16 com tecnologia americana. Isso não se tratava apenas de modernizar a Força Aérea. Não. Isso implica uma cooperação e um relacionamento de treinamento a longo prazo. Que se danem os FJ-17 da China.
México, o grande perdedor do evento
O presidente Trump foi claro: “Os cartéis controlam o México e estão muito perto”. Ele afirmou que o México é o epicentro da violência dos cartéis. “Temos que erradicá-los. Temos que acabar com eles.”
“Não se pode negociar com os cartéis.” O presidente Trump expressou sua oposição às políticas de negociação e reaproximação com os narcotraficantes. “Temos que erradicar a todos; eles são um câncer que surge e contamina.”
Por outro lado, a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad, destacou-se na reunião como uma parceira fundamental dos Estados Unidos em questões de segurança no Caribe. Persad denunciou recentemente as mentiras da CARICOM e seu apoio à ditadura cubana.
A Guiana, a nova potência petrolífera da América do Sul, também estava presente. Nos últimos anos, tornou-se a nação de crescimento mais rápido das Américas. Sua presença desempenha um papel estratégico.
Chile e Bolívia também participaram da Cúpula do Escudo das Américas. Esses dois países passaram por uma guinada histórica à direita. O Chile projeta uma postura mais prudente em relação à China, e a Bolívia rompeu com 20 anos de socialismo cocalero fracassado.
A ausência do Peru foi inesperada. Apesar da instabilidade política, o Peru possui uma economia forte e fortaleceu sua aliança com os Estados Unidos. No mês passado, o país impediu a entrada de um navio militar chinês.
Os Estados Unidos estão de volta, com uma mensagem um tanto inovadora: querem não apenas aliados, mas amigos confiáveis, dispostos a colaborar na agenda de segurança e defesa sem restrições e com firmeza.
Outro tipo de diálogo
Embora os Estados Unidos não tenham convidado o Brasil, o México, a Colômbia e a Venezuela, existe uma relação bilateral específica com todos esses países. Uma calma tensa ou uma relação comercial necessária. Nada mais.
O Escudo das Américas serviu para definir atores e cenários no tabuleiro geopolítico. Ajudou a distinguir entre amigos, aliados e parceiros instáveis no hemisfério. O diálogo é mantido com todos, mas varia consideravelmente. Essa é a chave.
