Será a décima vez que o presidente brasileiro participa desse encontro ao longo de seus três mandatos não consecutivos.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva embarcou no domingo rumo à França para participar como convidado da cúpula do G7, com foco em um encontro com seu homólogo americano, Donald Trump, para tentar amenizar a ameaça de tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Esta será a décima vez que Lula participa deste encontro ao longo de seus três mandatos não consecutivos, e desta vez, os olhos da diplomacia brasileira estarão voltados para os corredores do fórum, além da agenda oficial na comuna francesa de Évian.
O Ministério das Relações Exteriores busca finalizar uma reunião bilateral com Trump para reativar as relações entre os dois países e tentar reverter a ameaça de imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros; sobretaxas que, se aplicadas, chegam a 37,5% por supostas práticas comerciais desleais e supostas deficiências no combate ao trabalho forçado.
Apesar dos argumentos da Casa Branca, em Brasília o recente confronto é interpretado em termos eleitorais: Lula culpou as manobras da oposição liderada pelo senador Flávio Bolsonaro, seu principal rival nas eleições presidenciais de 4 de outubro.
Após um encontro inesperado entre Trump e o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) no final de maio, os Estados Unidos designaram as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Em resposta, o líder progressista afirmou que a soberania nacional “não é negociável” e chamou o filho de Bolsonaro de “traidor” por instigar o que ele considera uma brecha para a intervenção militar dos EUA.
Este novo confronto leva Lula a buscar um debate cara a cara com o republicano, a fim de capitalizar politicamente sobre o conflito em meio à campanha pré-eleitoral para as próximas eleições, nas quais ele é o favorito por seis pontos percentuais, segundo uma pesquisa.
O discurso em defesa da soberania nacional já se provou uma fórmula de sucesso para o presidente no ano passado, quando seus índices de aprovação dispararam após um confronto semelhante com Washington.
Naquela época, Trump impôs tarifas ao Brasil como resultado do processo legal que terminou com a condenação do ex-presidente Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal por seu envolvimento na suposta tentativa de golpe.
Com informações da EFE.
