“Esses recursos estrategicamente posicionados preparam o terreno para uma ação militar, desde a captura da liderança de Havana, semelhante à de Nicolás Maduro, até uma série de ataques de precisão”, afirma o veículo de comunicação norte-americano.
A pressão econômica e política exercida pelo governo dos Estados Unidos para derrubar a ditadura cubana não foi suficiente para alcançar o segundo objetivo estabelecido pelo presidente Donald Trump após a captura de Nicolás Maduro na Venezuela, nas primeiras horas de 3 de janeiro. Essa captura permitiu que ele conduzisse uma transição em três fases, supervisionada por Washington. Por esse motivo, o Pentágono replicou nos últimos meses o destacamento de tropas no Caribe antes da incursão em Caracas, aguardando apenas a ordem final do chefe da Casa Branca para realizar a invasão de Cuba, segundo o Politico, nesta quarta-feira.
“Esses recursos estrategicamente localizados abrem caminho para ações militares, que vão desde a captura da elite governante em Havana, semelhante à de Nicolás Maduro, até uma série de ataques de precisão. Além disso, aumentam a possibilidade de os Estados Unidos se envolverem no terceiro conflito internacional do governo Trump”, argumenta a publicação.
O que está acontecendo no terreno hoje? Em resposta a essa pergunta, o veículo de comunicação esclarece que a presença naval na região é ligeiramente menor do que em janeiro, quando os Estados Unidos capturaram Maduro, mas o grupo de ataque do porta-aviões USS Nimitz entrou no Caribe em maio, juntamente com vários destróieres e cruzadores de mísseis guiados capazes de lançar mísseis de precisão contra alvos terrestres.
A este respeito, vale ressaltar que, segundo sites de rastreamento de voos, uma frota de drones e aeronaves de vigilância de última geração dos EUA também sobrevoa Cuba há meses, aumentando a possibilidade de uma invasão. Os navios anfíbios e de escolta USS Kearsarge, com 2.500 fuzileiros navais a bordo, encontra-se atualmente na costa da Virgínia, preparando-se para um novo destacamento, e poderá substituir alguns navios que retornam para casa.
Porta-aviões Nimitz no Caribe
Outro ponto levantado pela Politico é que o crescente destacamento militar oferece várias opções, embora o Pentágono precisasse de tropas adicionais para uma invasão terrestre em larga escala em Cuba.
Mas um detalhe significativo que não pode ser ignorado é o fato de o porta-aviões Nimitz ter chegado à região do Caribe no mesmo dia em que os Estados Unidos indiciaram formalmente o ex-ditador Raúl Castro, no que pareceu ser uma demonstração pública de força, que também serviu como um lembrete de como o processo legal contra Maduro foi feito antes de sua prisão. “O Nimitz provavelmente está lá principalmente para intimidar, embora possa ser usado em uma operação militar, se necessário”, disse Mark Cancian, ex-funcionário do Pentágono e agora analista sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, de acordo com declarações divulgadas pelo Politico.
Com informações da Politico.
