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Inicia-se a liberação de presos políticos na Venezuela após a queda de Maduro

O presidente da Assembleia Nacional e chefe negociador do chavismo, Jorge Rodríguez, indicou que “esse processo de libertação” está “ocorrendo neste exato momento”. Durante a transmissão feita pelo canal estatal VTV, o político chavista agradeceu ao ex-chefe do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, bem como ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao Catar.

O presidente da Assembleia Nacional e principal negociador do regime chavista, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de “um número significativo de pessoas”, número ainda não especificado, mas que se sabe incluir tanto venezuelanos quanto estrangeiros. Essa medida foi descrita pelo deputado do PSUV como um “gesto unilateral” para “consolidar a paz e a convivência pacífica” no país.

Rodríguez indicou que “esse processo de libertação” está “acontecendo agora”. Durante a transmissão no canal estatal VTV, o político chavista agradeceu ao ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, bem como ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e ao Catar.

Referindo-se ao contexto nacional, Rodríguez indicou que as instituições do Estado “responderam ao apelo” da presidente interina do regime chavista, Delcy Rodríguez.

Considerem este gesto do Governo bolivariano de ampla intenção de busca pela paz como a contribuição que todos e todas devemos fazer para que nossa república continue sua vida pacífica e em busca da prosperidade”, enfatizou.

Em seu discurso, Rodríguez também afirmou que não houve contato com a oposição venezuelana, que ele classificou como um “setor extremista”.

“Estamos conversando com instituições políticas, partidos políticos e organizações políticas que irão respeitar e cumprir o que está estabelecido na Constituição”, afirmou ele.

Este anúncio surge apenas cinco dias após o ataque militar dos EUA em território venezuelano, que terminou com a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, além da pressão de diversas ONGs e líderes da oposição pela libertação de presos políticos.

Segundo o último boletim da ONG Foro Penal, existem 863 presos políticos no país, incluindo 86 estrangeiros ou pessoas com dupla nacionalidade, embora a posição do chavismo seja de que eles estão presos pela “prática de atos terríveis e puníveis”.

Com informações da EFE

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