O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, criticou duramente o Irã por ter atacado países árabes vizinhos durante a operação militar denominada Operação Fúria Épica. Em sua opinião, essa decisão representou “um grande erro” estratégico do regime iraniano, pois levou vários desses países a reforçarem sua cooperação com os Estados Unidos.

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que a Rússia “não deveria se envolver” no conflito com o Irã, após uma conversa telefônica entre o presidente Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin na segunda-feira.

Durante uma coletiva de imprensa no Pentágono, Hegseth indicou que a conversa entre os dois líderes foi considerada “uma boa iniciativa” pelo governo americano. Embora o secretário não tenha participado diretamente do diálogo, afirmou que os presentes o descreveram como uma troca “forte” que reafirmou a possibilidade de avançar rumo a alguma forma de paz no conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

Segundo Hegseth, a relação direta entre Trump e diversos líderes mundiais abre “oportunidades e opções” diplomáticas em um contexto internacional altamente dinâmico. Nesse contexto, ele enfatizou que uma das principais mensagens relacionadas à atual crise no Oriente Médio é que Moscou não deve se envolver no conflito entre Washington e Teerã.

O “grande erro” do regime islâmico

O representante também criticou duramente o Irã por atacar países árabes vizinhos durante a Operação Epic Fury. Em sua opinião, essa decisão representou um grande erro estratégico do regime iraniano, pois levou vários desses países a fortalecerem sua cooperação com os Estados Unidos.

Hegseth argumentou que os ataques iranianos expuseram a verdadeira natureza do regime de Teerã e geraram preocupação entre seus parceiros regionais. Como resultado, afirmou ele, vários estados árabes ofereceram a Washington maior acesso logístico e cooperação militar, incluindo permissões de espaço aéreo e apoio operacional.

Por fim, o secretário defendeu a conduta militar dos EUA, afirmando que nenhuma nação toma mais precauções para evitar baixas civis do que os Estados Unidos. Ele disse que, ao contrário do Irã — que acusou de atacar indiscriminadamente alvos civis —, as forças americanas avaliam cuidadosamente cada operação para minimizar danos colaterais.