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EUA impõe sanções à principal fonte de poder da ditadura cubana, o poderoso conglomerado militar Gaesa

Segundo o Departamento de Estado, a empresa militar Gaesa “constitui o coração do sistema comunista cleptocrático de Cuba”, ao controlar “estimados 40% ou mais da economia da ilha”, em benefício das “elites corruptas”, enquanto o povo cubano sofre uma das crises econômicas mais severas da história do país.

Os Estados Unidos sancionaram na quinta-feira o conglomerado militar cubano Gaesa, seu diretor e a mineradora Moa Nickel, uma joint venture com a empresa canadense Sherritt, como parte das ações contra o regime de Castro promovidas pelo presidente americano Donald Trump.

Essas novas “medidas decisivas” de Washington buscam “proteger a segurança nacional dos EUA e privar o regime comunista e as forças militares de Cuba do acesso a ativos ilícitos”, disse o secretário de Estado Marco Rubio em um comunicado.

As sanções coincidem com o anúncio da canadense Sherritt International, uma das maiores empresas estrangeiras presentes em Cuba, de que suspende imediatamente sua participação direta em empresas mistas na ilha.

Conforme especificado por Rubio, essas medidas estão incluídas no endurecimento das sanções contra a ilha, ordenado por Trump em 1º de maio.

A declaração do chefe da diplomacia americana esclarece que as sanções se aplicam à Gaesa por “operar ou ter operado no setor de serviços financeiros da economia cubana”, e à sua diretora, Ania Lastres Morera, por seu trabalho à frente da entidade, que administra grande parte dos negócios do governo cubano.

O documento também especifica que as ações contra a mineradora de níquel se devem à sua atividade no “setor de metais e mineração” cubano. Isso serve “para exigir responsabilidade do regime (cubano) e daqueles que lhe fornecem apoio material ou financeiro”.

“A apenas 145 quilômetros do território dos EUA, o regime cubano levou a ilha à ruína e a vendeu como plataforma para operações estrangeiras de inteligência, militares e terroristas. Novas designações são esperadas nos próximos dias e semanas”, acrescentou Rubio.

Segundo o Departamento de Estado, a empresa militar Gaesa “constitui o coração do sistema comunista cleptocrático de Cuba”, controlando “cerca de 40% ou mais da economia da ilha” em benefício de “elites corruptas”, enquanto o povo cubano sofre uma das mais graves crises econômicas da história do país.

Segundo estimativas públicas mencionadas na declaração, as receitas da Gaesa provavelmente excedem o orçamento do Estado cubano em mais de três vezes, e seus ativos ilícitos totalizam até 20 bilhões de dólares.

Por sua vez, os EUA acusam a Moa Nickel, uma joint venture entre a canadense Sherritt International e a estatal cubana Compañía General de Níquel, de obter “lucros de ativos que foram originalmente expropriados pelo regime cubano de indivíduos e empresas dos EUA”.

Em 1º de maio, Trump assinou uma nova ordem executiva para ampliar o alcance das sanções contra Cuba, abrangendo praticamente qualquer pessoa ou empresa não americana que tenha relações comerciais com a ilha, especialmente nos setores de energia, defesa, segurança e finanças.

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