“Ontem à noite, instruí nossas equipes de contraterrorismo e inteligência a ficarem em alerta máximo e mobilizarem todos os recursos de segurança necessários”, anunciou o diretor do FBI, Kash Patel.

Após o ataque conjunto entre Estados Unidos e Israel contra o regime iraniano, o FBI elevou o nível de alerta nacional contra o terrorismo para prevenir novos ataques. Protocolos de precaução estão em vigor em todo o país, e o patrulhamento de segurança foi reforçado em locais de culto e missões diplomáticas.

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que está trabalhando “em coordenação direta com parceiros federais de inteligência e aplicação da lei, enquanto continuamos monitorando de perto e frustrando quaisquer ameaças potenciais à segurança nacional”. Isso inclui as equipes de contraterrorismo e contrainteligência do FBI, conforme informou um funcionário à Fox News.

Kash Patel, diretor do FBI, também enviou uma mensagem via X: “O pessoal do FBI está totalmente comprometido com a situação no exterior”, escreveu ele. Ele acrescentou que as Forças-Tarefas Conjuntas em todo o país “trabalham 24 horas por dia, 7 dias por semana, como sempre, para enfrentar e desmantelar qualquer ameaça potencial à pátria”.

Declaração de advertência do Departamento de Estado

Não se sabe por quanto tempo este alerta de terrorismo irá durar. No entanto, os eventos atuais sugerem que ele permanecerá em vigor pelas próximas horas, visto que o Irã continua a atacar bases militares americanas no Oriente Médio. O regime islâmico chegou ao ponto de bombardear países vizinhos como o Kuwait, onde vários civis teriam ficado feridos após um míssil iraniano atingir o Aeroporto Internacional, a 16 quilômetros ao sul da Cidade do Kuwait.

Por enquanto, o Departamento de Estado dos EUA emitiu um alerta de viagem global para americanos em todo o mundo, especialmente no Oriente Médio. “Eles devem seguir os alertas de viagem mais recentes emitidos pela embaixada ou consulado dos EUA mais próximo. Podem ocorrer interrupções de viagem devido a fechamentos periódicos do espaço aéreo”, diz o comunicado.

Por ora, sabe-se que o presidente dos EUA, Donald Trump, manteve conversas com os líderes da Arábia Saudita, do Catar e dos Emirados Árabes Unidos (EAU), bem como com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, sobre o ataque em larga escala dos EUA e de Israel contra o Irã.

Foi a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, quem relatou as ligações, depois que o presidente republicano conversou por telefone com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Por Oriana Rivas.