A captura se soma a uma série de apreensões que se tornaram frequentes desde o início de dezembro, quando os Estados Unidos intensificaram a pressão contra o regime chavista venezuelano por meio de sanções econômicas, ataques a embarcações suspeitas de tráfico ilícito e ameaças militares.
O Departamento de Defesa dos EUA, chefiado por Pete Hegseth, anunciou a apreensão do Aquila II, um navio supostamente ligado ao transporte de petróleo bruto venezuelano que, segundo Washington, violou as restrições impostas pela Casa Branca no Caribe.
Após uma perseguição que começou naquela região, as forças militares dos EUA interceptaram e abordaram o petroleiro, que acusaram de operar “em desafio” à quarentena estabelecida pelo presidente Donald Trump para embarcações sancionadas.
“O Aquila II fugiu e nós o seguimos. O Departamento de Guerra rastreou e caçou essa embarcação desde o Caribe até o Oceano Índico”, disseram as autoridades, enfatizando a dimensão da operação.
When the @DeptofWar says quarantine, we mean it. Nothing will stop DoW from defending our Homeland — even in oceans halfway around the world.
— Department of War 🇺🇸 (@DeptofWar) February 9, 2026
Overnight, U.S. military forces conducted a right-of-visit, maritime interdiction and boarding on the Aquila II without incident in the… pic.twitter.com/kYVAQC5io9
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A apreensão soma-se a uma série de confiscos que se tornaram frequentes desde o início de dezembro, quando os Estados Unidos intensificaram a pressão contra o regime chavista venezuelano por meio de sanções econômicas, ataques a embarcações suspeitas de tráfico ilícito e ameaças militares. Nesse período, Washington apreendeu pelo menos seis petroleiros ligados à Venezuela.
A primeira operação foi anunciada em 10 de dezembro, quando Trump relatou a apreensão do Skipper — anteriormente chamado Adisa —, um grande navio que transportava petróleo bruto venezuelano e que havia sido sancionado por facilitar o comércio de petróleo para o Hezbollah e a Força Quds do Irã. Dez dias depois, um segundo petroleiro, ostentando a bandeira panamenha, foi interceptado a caminho da Ásia.
Em 7 de janeiro, após a captura de Nicolás Maduro, os Estados Unidos apreenderam o Bella 1, um navio de bandeira russa ligado a uma “frota fantasma” envolvida no transporte ilícito de petróleo. No mesmo dia, também foi relatada a apreensão de outra embarcação no Caribe.
A ofensiva prosseguiu em 9 de janeiro com a apreensão do navio Olinda, que havia deixado a Venezuela sem autorização, e em 15 de janeiro com a do Veronica, coincidindo com a primeira venda de petróleo venezuelano feita por Washington, avaliada em 500 milhões de dólares.
As autoridades americanas reiteraram que apenas o petróleo coordenado “de forma adequada e legal” poderá sair da Venezuela, deixando claro que a estratégia busca impedir que os recursos energéticos do país cheguem a outros mercados sem supervisão.
