Segundo a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, a embarcação, “suspeita de transportar petróleo embargado”, “havia partido da Venezuela antes de ser interceptada”.
Nova York, 9 de janeiro (EFE) – Forças conjuntas dos EUA interceptaram o petroleiro ‘Olina’ em águas caribenhas na sexta-feira, em uma ação coordenada entre o Departamento de Defesa e o Departamento de Segurança Interna (DHS), informou o Comando Sul.
A operação, que ocorreu antes do amanhecer, envolveu fuzileiros navais que partiram de helicópteros do porta-aviões USS Gerald R. Ford para realizar a abordagem.
Em comunicado, o comando americano afirmou que a ação envia uma “mensagem clara” de que “não há refúgio seguro para criminosos”, como parte dos esforços de Washington para combater “atividades ilegais transnacionais” no Hemisfério Ocidental, embora não tenha especificado o número de detidos e tenha enfatizado que a operação foi realizada sem resistência.
Em outra declaração no X, a Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, descreveu o ‘Olina’ como parte da chamada “frota fantasma”, composta por petroleiros suspeitos de transportar petróleo embargado que tentam escapar das forças americanas mudando de bandeira ou usando rotas clandestinas.
Segundo Noem, o navio, “suspeito de transportar petróleo embargado”, “havia partido da Venezuela antes de ser interceptado”.
The world’s criminals are on notice.
— Secretary Kristi Noem (@Sec_Noem) January 9, 2026
Early this morning, the @USCG executed a boarding and seizure of the Motor Tanker Olina in international waters east of the Caribbean Sea. As another "ghost fleet" tanker ship suspected of carrying embargoed oil, this vessel had departed… pic.twitter.com/vvS3u3nrvl
A operação foi coordenada pela Força-Tarefa Conjunta Lanza del Sur, uma iniciativa para “reforçar a segurança marítima, combater o tráfico ilícito e apoiar as agências civis de aplicação da lei, especialmente nas rotas do Caribe e da América Latina”.
Os Estados Unidos intensificaram sua presença naval e aérea no Caribe nos últimos dias e, na quarta-feira, apreenderam mais dois petroleiros ligados à Venezuela, um deles ostentando a bandeira russa.
Naquele dia, o Pentágono confirmou a apreensão do petroleiro ‘Marinera’, anteriormente conhecido como ‘Bella 1’, um navio que Washington perseguiu do Caribe ao Atlântico Norte durante três semanas.
A Guarda Costeira dos EUA também interceptou o ‘M/T Sophia’, um petroleiro sancionado que, segundo Washington, operava ilegalmente em águas internacionais, elevando para cinco o número total de petroleiros apreendidos com petróleo bruto ligado à Venezuela.
Autoridades do Pentágono indicaram que a Operação Southern Spear não é temporária e continuará sendo realizada enquanto for necessário para, segundo elas, proteger o território dos EUA e restaurar a segurança no Hemisfério Ocidental.
