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Delirante: Maduro pede que “brigadas indígenas” do continente o defendam dos EUA

O ditador chavista aproveitou o aniversário do descobrimento da América para fazer um apelo inusitado.

O ditador venezuelano Nicolás Maduro ordenou neste domingo a formação de “brigadas de milícias” de povos indígenas da América do Sul para ir ao país defendê-lo “se necessário”, diante da “ameaça” que, insiste, representa o deslocamento militar dos Estados Unidos nas águas do Mar do Caribe, perto da nação sul-americana.

Maduro, que liderou um evento em Caracas para o Dia da Resistência Indígena, afirmou ter “recebido cartas de vários povos indígenas” nas Américas que estão “dispostos a travar uma guerra para defender a República Bolivariana da Venezuela”.

Ele também ordenou ao comandante-chefe da Milícia Bolivariana, Orlando Romero, que aprofundasse e acelerasse a expansão da milícia indígena por todos os territórios do país sul-americano.

“Se querem a paz, preparem-se para conquistá-la com a unidade popular-militar-policial, com a unidade nacional permanente. A ordem está dada: conquistem a paz, exerçam a soberania permanente sobre nossos territórios e mares e defendam o direito à vida”, acrescentou Maduro.

O ditador recebeu da ministra dos Povos Indígenas, Clara Vidal, o que ela descreveu como “uma das armas silenciosas que derrotaram o império espanhol”, além de um cocar que, segundo a autoridade, “o caracteriza como um chefe indígena da Venezuela”.

Horas antes, em uma cerimônia no Panteão Nacional — onde repousam os restos mortais do Libertador Simón Bolívar, assim como os restos simbólicos do Cacique Guaicaipuro e da Cacica Apacuana — Vidal alertou que hoje, 533 anos depois da chegada do “Pinta, do Niña e do Santa María”, há “outros navios no Caribe, mas com mísseis”.

A ministra se referiu à mobilização naval dos EUA, que está sendo mantida sob o pretexto de combater o suposto tráfico de drogas originário do país sul-americano, enquanto Caracas a denunciou como uma “ameaça” para provocar uma “mudança de regime”.

No entanto, a funcionária afirmou que, embora a Venezuela “continue sitiada pelo império americano e seus aliados”, “a mesma história” não se repetirá.

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