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Delcy Rodríguez afirma que haverá eleições “livres e justas” na Venezuela, mas não dá prazos

“Com certeza, sim”, respondeu Delcy Rodríguez quando questionada sobre a possibilidade de haver eleições presidenciais na Venezuela após a captura de Maduro, em entrevista à NBC News.

Delcy Rodríguez, responsável pela Presidência da Venezuela, garantiu nesta quinta-feira, em entrevista à rede americana NBC News, que o país terá “eleições livres e justas”, mas não ofereceu nenhum prazo para a realização das eleições presidenciais que corresponderiam após a captura do ditador Nicolás Maduro na madrugada de 3 de janeiro, que se mantinha no poder pela força ao ter sido empossado para um novo mandato com um resultado fraudulento.

“Com certeza, sim”, respondeu Rodríguez quando questionada sobre a possibilidade de eleições presidenciais na Venezuela após a prisão e destituição de Maduro por Washington, há um mês e meio.

“As eleições estão previstas na Constituição. E realizar eleições livres e justas na Venezuela significa também ter um país livre onde a justiça possa ser feita”, destacou Rodríguez, acrescentando que o país também deve estar “livre de sanções” e “assédio da imprensa internacional” para que a votação possa ser organizada.

A entrevista à NBC News é a primeira que ela concede a um veículo de comunicação dos EUA desde a captura de Maduro.

A presidente interina também garantiu que “o calendário eleitoral será determinado e decidido pelo diálogo político neste país”, mas não comentou quando questionada se as eleições presidenciais poderiam ser realizadas em três anos, como sugerido pelo secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, durante sua visita à Venezuela esta semana.

Após a deposição de Maduro, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, entregou as rédeas da transição à ex-vice-presidente chavista e garantiu que está monitorando sua administração.

No entanto, quando questionada sobre a influência de Washington na política ditada por Caracas, Rodríguez falou da importância de “desenvolver um trabalho conjunto” e disse que aprecia o “nível de cooperação” da Casa Branca.

A presidente interina também afirmou que “sem dúvida” Nicolás Maduro continua sendo “o presidente legítimo da Venezuela” e reiterou que tanto ele quanto sua esposa, Cilia Flores, são inocentes das acusações de conspiração e narcoterrorismo apresentadas contra eles pelas autoridades americanas.

Rodríguez mencionou relatórios da ONU que indicam que a Venezuela “não é relevante” no tráfico de drogas para os EUA, ao contrário do que alegou o governo Trump, que acusou Maduro de liderar o Cartel dos Sóis.

Por sua vez, a mandatária considerou que essa discrepância entre Caracas e Washington em relação ao papel que Maduro e Flores poderiam ter desempenhado em supostas redes de narcotráfico “não é nada difícil” graças “à diplomacia, ao diálogo político e energético” que está ocorrendo entre os dois países nas últimas semanas.

Após a captura de Maduro, ambas as partes concordaram que os EUA comercializariam cerca de 50 milhões de barris de petróleo do país caribenho e enviariam as receitas ao governo venezuelano.

O próprio Chris Wright afirmou hoje que o faturamento dessas vendas de petróleo já ultrapassa US$ 1 bilhão e que o valor pode quintuplicar em breve.

Com informações da EFE

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