A eleição foi acirrada. O candidato do movimento Defensores da Pátria obteve uma vantagem de 1,5% sobre seu rival.
A esquerda está em vias de desaparecer na Colômbia. Sua estreia e despedida coincidiram com o desastroso governo de Gustavo Petro, que não conseguiu impor seu candidato, Iván Cepeda, para prolongar seu projeto político. Os colombianos decidiram neste domingo quem será o próximo ocupante da Casa de Nariño (Palácio Presidencial). Abelardo de la Espriella venceu, como todas as pesquisas previam, por uma margem apertada de 1,5 ponto percentual.
Com o slogan “Firme pela pátria”, o candidato outsider desta eleição, apelidado de “O Tigre”, conquistou setores que haviam se inclinado para a esquerda nas últimas eleições. Com 98,85% dos votos apurados, Abelardo de la Espriella obteve 49,77% dos votos, contra 48,59% de Iván Cepeda, segundo a contagem preliminar do Registro Nacional, que no primeiro turno apresentou 99,94% de coincidência com a contagem oficial, refutando as alegações infundadas de fraude feitas por Petro.
A eleição foi acirrada. No entanto, Abelardo de la Espriella venceu em 17 estados, enquanto Iván Cepeda se impôs em 15. O provável vencedor também obteve uma vitória contundente no exterior, assim como no primeiro turno.
O candidato da coalizão governista Pacto Histórico conseguiu conquistar as regiões costeiras do Caribe e do Pacífico, bem como Bogotá, embora com uma diferença menor do que a obtida há quatro anos por Gustavo Petro. Por sua vez, Abelardo de la Espriella venceu por ampla margem em Antioquia, Santander, Norte de Santander e na maior parte dos estados do centro do país. Ele também conseguiu diminuir a diferença na capital, onde o atual presidente venceu com mais de 60% em 2022 e, desta vez, Cepeda obteve 52,46% contra 45,38% de Abelardo de la Espriella.
