PHVOX – Análises geopolíticas e Formação
Anderson C. Sandes

A domquixotelização dos frágeis

Wilhelm Marstrand, Don Quixote og Sancho Panza ved en skillevej, u.å. (efter 1847)

Dom Quixote de Cervantes deixou de ser um personagem de um clássico e foi elevado à figura de uma espécie de “folclore global”. Comumente é conhecido como um personagem louco, que de tanto ler novelas de cavalaria acabou criando um universo paralelo, uma fantasia, com donzela a defender, gigantes para vencer e até um arqui-inimigo feiticeiro, o Frestão.

Mas lutar contra vilões imaginários não é privilégio de herói — por mais louco, corajoso — da literatura, é característica comportamental e cognitiva dos progressistas, quixotescos de carteirinha, que lutam contra inimigos imaginários com toda a covardia. Seus Frestões são vários, seus moinhos de vento — gigantes — estão por toda parte: na religião, na moral, na família tradicional, na heteronormatividade, na agricultura, na educação, na economia, nos sacerdotes, filósofos, poetas, historiadores, juízes e tudo que os cercam.

De Sanchos Panças também estamos fartos: pessoas com algum discernimento da realidade, mas que, por devoção aos “heróis”, acabam entrando na fantasia e fazendo força nesse cabo de guerra da loucura e da histeria.

O processo de domquixotelização dos frágeis progressistas foi semelhante a do personagem de Cervantes, leram muitas “novelas marxistas” — ao invés de cavalaria — e enlouqueceram de vez. Deveriam apresenta-se ao mundo não como Messias que redimirão a Terra, mas como no primeiro verso na música Dom Quixote dos Engenheiros do Hawaii: “Muito prazer, meu nome é otário!”

Pode lhe interessar

Peru, com quatro ex-presidentes presos ao mesmo tempo: Toledo, Humala, Castillo e Vizcarra

PanAm Post
14 de agosto de 2025

China acumula perdas na América Latina após retorno de Trump ao poder

PanAm Post
14 de março de 2025

Racha na OTAN! Estônia e França querem enviar tropas para Ucrânia

Paulo Henrique Araujo
29 de maio de 2024
Sair da versão mobile