O limite mínimo para vencer no primeiro turno na Costa Rica é de 40%, o que torna Laura Fernández a presidente eleita, apesar de não ter obtido mais da metade dos votos, evitando assim a necessidade de um segundo turno.
A cientista política Laura Fernández, candidata do Partido Soberano do Povo (PSP), de centro-direita, venceu a eleição presidencial da Costa Rica com 48,67% dos votos, segundo apuração divulgada pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), com 88,43% das urnas apuradas.
O candidato presidencial do Partido da Libertação Nacional (PLN), de orientação social-democrata, o economista Álvaro Ramos, de 42 anos, ficou em segundo lugar com 33,32%. Os demais candidatos não chegaram a 5%.
Na Costa Rica, a cláusula de barreira para vencer no primeiro turno é de 40%, o que torna Laura Fernández a presidente eleita, apesar de não ter ultrapassado a maioria simples (metade mais um), evitando assim a necessidade de um possível segundo turno.
“Estivemos atentos a cada detalhe para garantir mais uma vez a pureza da votação (…) Agradecemos pelas eleições exemplares, livres e autênticas, que mais uma vez honram a mais nobre tradição costarriquenha”, disse a presidente do TSE, Eugenia Zamora.
O magistrado solicitou “respeito ao veredicto das urnas sem renunciar à crítica democrática e à fiscalização dos governantes” e apelou à “responsabilidade para pôr fim à escalada de insultos”, que não aproxima o país na busca de soluções para combater “a pobreza, a ignorância e o crime”.
“Devemos nos comprometer a garantir o quadro institucional (…) porque nossa democracia, nossa casa comum, exige cuidado, responsabilidade e autocontrole. (…) Assumamos um renovado compromisso democrático com a pátria e com a paz”, declarou Zamora.
Laura Fernández, que era Ministra da Presidência e do Planejamento no atual governo, proclamou-se “herdeira” do presidente Rodrigo Chaves e responsável por dar continuidade às suas iniciativas.
A insegurança e o aumento do narcotráfico estiveram entre os principais temas de campanha da candidata, já que são vistos pela população como o principal problema da Costa Rica, o que levou Laura Fernández a propor a criação de um estado de exceção em zonas de conflito.
Com informações da EFE
