Seu legado mais sombrio inclui a perseguição a homossexuais e religiosos durante a década de 1960, quando ele impulsionou as Unidades Militares de Ajuda à Produção (UMAP), campos de trabalhos forçados para onde eram enviados aqueles que o regime considerava “inaptos” para a revolução.
Aos 95 anos, Raúl Castro ultrapassa em muito a expectativa de vida média de um cubano — 78 anos —, enquanto seu país atravessa uma das piores crises econômicas das últimas décadas.
Longe de ser um mero sucessor de seu irmão Fidel, Raúl foi o verdadeiro arquiteto do comunismo cubano desde seus primórdios. Hoje, o ex-guerrilheiro e ex-ministro das Forças Armadas chega a esta data formalmente aposentado de todos os seus cargos, mas no centro do cenário político, tendo sido indiciado criminalmente nos Estados Unidos pelo abate de dois aviões — e pela morte de seus quatro ocupantes — há 30 anos.


De fato, Raúl Castro pode enfrentar a pena de morte ou prisão perpétua pela acusação de assassinato que lhe é imputada nos Estados Unidos. A esse respeito, o Procurador-Geral interino, Todd Blanche, expressou confiança de que ele compareceria “por vontade própria ou não”.
O membro mais sombrio da revolução cubana
Membro da Juventude Socialista desde jovem e filiado ao Partido Socialista Popular — o partido comunista cubano da época —, foi ele quem apresentou Fidel Castro a Che Guevara. Também participou do ataque ao Quartel Moncada em 1953 e desembarcou do Granma em 1956, quando os revolucionários formaram o movimento guerrilheiro na Serra Maestra.
Após a vitória de 1959, Raúl ocupou os cargos mais importantes nas forças armadas e no serviço de inteligência. Em fevereiro daquele ano, assumiu o cargo de Ministro das Forças Armadas, função que exerceu até 2008, quando se tornou Presidente do país.
Seu legado mais sombrio inclui a perseguição a homossexuais e religiosos durante a década de 1960, quando ele promoveu as Unidades Militares de Auxílio à Produção (UMAP), campos de trabalho forçado para onde eram enviados aqueles que o regime considerava “inaptos” para a revolução.
Em maio de 2022, Raúl renunciou ao cargo de secretário-geral do Partido Comunista durante a pior crise econômica do país em 30 anos. No entanto, sua influência não desapareceu: durante os protestos populares de julho de 2021, ele presidiu a reunião de emergência do Bureau Político para sufocar a revolta, vestindo seu uniforme de general do Exército para lembrar ao mundo que os Castros ainda estavam no poder.
Raul Castro tem que pagar pelos crimes cometidos conta humanidade, sejam elas do povo Cubano, Norte _ Americano e de outras nações, que devem servir de exemplos para os membros do Foro de São Paulo.