Ainda não há acordo para o aumento das exportações de petróleo e gás para o gigante asiático, nem para a construção do gasoduto que atravessa a Mongólia, o “Força da Sibéria-2”, embora Moscou ressalte que existe um “entendimento”.
Pequim, 20 de maio (EFE) – O presidente russo, Vladimir Putin, deixou a China hoje após cancelar a tradicional coletiva de imprensa que costuma realizar depois de visitas ao exterior, alegando falta de resultados concretos durante sua estadia no gigante asiático.
Putin e o líder chinês Xi Jinping assinaram uma declaração conjunta apelando ao diálogo no Irã e condenando os ataques dos EUA e de Israel, e presidiram à assinatura de mais vinte acordos, mas Moscou não alcançou o que pretendia.
Ainda não há acordo sobre o aumento das exportações de petróleo e gás para o gigante asiático, nem sobre a construção do gasoduto que atravessa a Mongólia, Força da Sibéria-2, embora Moscou enfatize que existe um “entendimento”.


O chefe do Kremlin insistiu que a Rússia está pronta para garantir “um fornecimento seguro e ininterrupto” de hidrocarbonetos e carvão, agora que o Estreito de Ormuz bloqueou algumas importações chinesas de gás liquefeito.
O governo russo também enfatizou que tem planos para expandir projetos conjuntos de energia com a China, mas não especificou o que isso significa, embora os chefes da petrolífera Rosneft e do consórcio de gás Gazprom tenham viajado a Pequim.
A importância da China e da Índia como destinos das exportações de energia russas aumentou com a guerra na Ucrânia e a suspensão das importações europeias.
Na frente política, a Rússia apoiou o princípio de Uma Só China e a reunificação com Taiwan, ao que o gigante asiático respondeu apoiando a eliminação das raízes do conflito na Ucrânia, ou seja, contra a expansão da OTAN e sua aproximação da fronteira russa.
Em relação à recente visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China, o Kremlin admitiu hoje que Moscou e Pequim discutiram como melhorar a cooperação com a Casa Branca.
Putin, que usou repetidamente a palavra “amigo” para se referir a Xi, tem previsão de retornar à China em novembro para a cúpula da APEC, onde poderá se encontrar com Trump.