Mais de 1.200 iranianos entraram no país entre janeiro e fevereiro deste ano. Enquanto isso, o governo se recusa a classificar a Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista.
Há seis meses, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) tentou assassinar a embaixadora de Israel no México, Eina Kranz Neiger. O plano foi frustrado; no entanto, expôs a presença de elementos terroristas no México.
Desde o início da guerra, a América Latina uniu forças contra a brutalidade dos aiatolás: suspeitos de pertencerem ao Hezbollah foram capturados, acordos militares com Teerã foram rescindidos, diplomatas foram expulsos e tanto o Hamas quanto a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) foram designados como organizações terroristas. O México, no entanto, recusou-se a adotar qualquer uma dessas medidas.
No México, a Embaixada do Irã funciona como um centro de propaganda contra os Estados Unidos e Israel, violando todos os protocolos diplomáticos, incluindo a própria Convenção de Viena. Enquanto isso, mais de 1.200 iranianos entraram no país entre janeiro e fevereiro de 2026: um número recorde.


O México — principal parceiro comercial dos Estados Unidos — alinhou-se às posições radicais adotadas pelos governos da Colômbia e do Brasil, que classificam Israel como “genocida” e condenam abertamente as ações militares americanas na Venezuela e contra Teerã.
Até mesmo a Venezuela entregou Ali Zaki Hage Jalil, suposto membro do Hezbollah e responsável pelo pior ataque terrorista da história do país centro-americano, ao governo panamenho. Tudo está mudando, mas o México insiste em manter seus laços estreitos com os aiatolás.
Na Bolívia, após o fim de vinte anos de regime socialista, o novo governo restabeleceu relações diplomáticas com Israel, cancelou um acordo de cooperação militar com o Irã e suspendeu as trocas relacionadas à segurança de fronteiras, bem como o fornecimento de drones.
Anteriormente, a Bolívia mantinha uma relação perigosamente próxima com o Irã; de fato, havia relatos de operações do Hamas e do Hezbollah em seu território. Agora, porém, o novo governo boliviano é um aliado fiel dos Estados Unidos e reativou sua relação com a DEA.
A Costa Rica fechou as portas ao regime teocrático do Irã, designando o Hezbollah, o Hamas, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e o Ansar Allah — também conhecido como milícia Houthi — como organizações terroristas.
A Argentina expulsou Mohsen Soltani, o principal representante diplomático do Irã, do país. O governo de Javier Milei declarou a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) uma organização terrorista. Sem hesitar.
O Equador também designou o Hamas, o Hezbollah e a Guarda Revolucionária Islâmica como organizações terroristas. Além disso, foram relatadas a captura de um suspeito de pertencer ao Hezbollah e a deportação de um cidadão iraniano.
O presidente paraguaio, Santiago Peña, expressou inequivocamente seu apoio inabalável a Israel e aos Estados Unidos em sua luta contra o regime iraniano. Ele enfatizou que seu país designou o Hamas, o Hezbollah e a Guarda Revolucionária Islâmica como organizações terroristas.
O Panamá também condenou os ataques brutais do Irã contra alvos não militares em países do Oriente Médio. O país centro-americano uniu-se aos apelos para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e o respeito às leis do comércio internacional.
O México é um grande país, mas tem uma liderança vergonhosa que protege narcotraficantes, defende a ditadura cubana e mantém laços estreitos com o regime iraniano. A relação do Hezbollah com o Cartel Los Zetas já foi inclusive denunciada no passado. Claudia Sheinbaum não se importa com nada disso.
Apesar da oposição do governo mexicano, a América Latina se destaca hoje como a região que fechou suas portas de forma mais decisiva à ameaça iraniana. A região está combatendo o narcotráfico, pondo fim a ditaduras e construindo uma verdadeira zona de paz, liberdade e democracia.