O objetivo dessa medida de proteção solicitada pela Promotoria é excluir do processo os outros três acusados que não estão detidos pela justiça norte-americana, que, além de Cabello, incluem Ramón Rodríguez Chacín, ex-ministro do Interior; Nicolás Maduro Guerra, filho de Maduro; e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero” e suposto líder da organização criminosa Tren de Aragua.
O juiz federal responsável pelo caso contra Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, impediu na terça-feira que a defesa compartilhasse as provas do caso com outros co-réus que ainda estão em liberdade, como Diosdado Cabello.
“O material divulgado não poderá ser compartilhado com nenhum réu identificado que ainda não tenha sido detido no âmbito deste processo. Também não poderá ser compartilhado com os advogados desses réus”, afirmou Alvin Hellerstein, juiz federal do Tribunal do Distrito Sul de Nova York, em sua resposta a um pedido da Promotoria.
Ele acrescentou: “Não é necessário compartilhar o material divulgado para preparar a defesa.”


Hellerstein acatou o pedido da promotoria, feito há alguns dias, que argumentava ser necessária uma ordem de proteção para todas as provas. Isso se devia aos “riscos” que poderiam representar para a segurança das testemunhas. Além disso, a ordem era necessária para a integridade da investigação.
O objetivo dessa medida de proteção solicitada pela Promotoria é excluir do processo os outros três acusados que não estão detidos pela justiça norte-americana, que, além de Cabello, incluem Ramón Rodríguez Chacín, ex-ministro do Interior; Nicolás Maduro Guerra, filho de Maduro; e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero” e suposto líder da organização criminosa Tren de Aragua.
Em 26 de março, Maduro e Flores compareceram pela segunda vez perante o sistema judiciário dos EUA no âmbito do processo de tráfico de drogas, pelo qual estão presos em uma penitenciária do Brooklyn desde o início do ano.
Nesta sessão, a acusação solicitou pela primeira vez que as informações não fossem compartilhadas com os co-réus.
Hellerstein não respondeu na época a esse pedido, nem às sanções americanas contra fundos venezuelanos. Maduro alega que essas sanções o impedem de arcar com sua defesa.
O juiz recusou, de fato, arquivar as acusações de narcoterrorismo contra o casal, conforme solicitado por seus advogados, e instou as partes a chegarem a uma rápida resolução da questão financeira.