A intervenção militar dos EUA na Venezuela marcou um ponto de virada com a prisão do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, pois essa prisão histórica abre agora uma possibilidade muito mais realista de uma transição que restaure a liberdade e a prosperidade ao país.

Vivemos tempos históricos. A ordem internacional está sendo profundamente alterada, e o mundo não é mais o mesmo do início deste século. De fato, uma guerra fria em plena expansão está em curso, e seus efeitos são sentidos com muito mais intensidade nos cinco continentes. E, sem dúvida, a principal notícia internacional que marcou o início de 2026 é um excelente exemplo disso: a prisão do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa por crimes de narcoterrorismo parecia quase impossível há poucos anos; no entanto, agora é uma realidade que coloca a ditadura chavista, atualmente liderada provisoriamente por Delcy Rodríguez, sob os holofotes.

É importante ressaltar que este foi o maior golpe sofrido pela narco-ditadura chavista em seus 25 anos de história, pois não apenas seu líder foi decapitado em uma operação bem-sucedida dos EUA, como também um ditador socialista caiu, o que é inegavelmente um evento significativo. Contudo, devemos enfatizar que a intervenção militar ainda não terminou, pois para que ela chegue ao fim, a ditadura precisa acabar, inaugurando um período de transição que restaure a liberdade e a prosperidade ao povo venezuelano, perdidas por tantos anos, resultando em um êxodo em massa de mais de oito milhões de pessoas por motivos políticos, desaparecimentos forçados, milhares de assassinatos, tortura, perseguição a jornalistas e presos políticos.

Mas o genocídio e os crimes do regime chavista não se limitaram à Venezuela. Por essa razão, alguns jornalistas têm comentado intensamente nos últimos anos, apresentando dados e argumentos convincentes, que a ditadura fazia parte de um crime transnacional que subornava líderes de outros países, como o ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, e usava seu poder estatal para criar uma rede de narcotráfico que, segundo os Estados Unidos, movimentava cerca de 200 toneladas de cocaína por ano em aviões oficiais e com passes diplomáticos.

E como se isso não bastasse, espiões chavistas, com a ajuda de outros, interferiram em assuntos americanos e europeus, como as eleições nos EUA, e, no caso da Espanha, financiando partidos de esquerda como o Podemos e o PSOE, ou posando para fotos com a bandeira separatista catalã, a “estelada”, além de se envolverem em diversos distúrbios na Espanha. Portanto, estamos falando de uma interferência muito séria por parte do regime chavista, que representa um grave problema para a segurança nacional dos Estados Unidos e da Europa.

O que acontecer na Venezuela nas próximas semanas e meses será decisivo não só para o povo venezuelano, mas também para o mundo e a ordem internacional que o compõe. Por essa razão, a atenção de muitos países está voltada para a Venezuela, acompanhando os acontecimentos, visto que o país também possui as maiores reservas de petróleo do planeta, e observando possíveis reações da China e da Rússia.

Artigo de Erik Encinas Ortega.