Em entrevista exclusiva, o jornal El Tiempo revelou que os centros de treinamento para manuseio de drones com explosivos contam com instrutores venezuelanos, além de outros do Equador e da Síria. As aulas se concentram em aprender a lançar granadas com esses dispositivos, não apenas em Catatumbo, mas também no sul de Bolívar.
Os guerrilheiros do ELN, juntamente com a Guarda Nacional controlada pelo chavismo, mantêm uma rota de tráfico de armas de vários estados venezuelanos para os departamentos colombianos de Arauca e Norte de Santander. Além disso, estabeleceram campos de treinamento para atiradores de elite e operadores de drones, usados para atacar civis e policiais. Acredita-se que esses campos estejam localizados em Apure, Táchira, Zulia e Amazonas, de acordo com novos relatórios de inteligência colombianos.
Entre as descobertas publicadas com exclusividade pelo jornal El Tiempo, revela-se que os centros de treinamento para manuseio de drones com explosivos contam com instrutores venezuelanos, além de outros do Equador e da Síria. As aulas se concentram em aprender a lançar granadas com esses dispositivos, não apenas em Catatumbo, mas também no sul de Bolívar.
Os campos de treinamento na Venezuela são supostamente administrados por líderes do ELN. Quanto às armas e drones, eles teriam chegado à Venezuela por meio de máfias e redes criminosas da Ásia e da África.


“Eles estão manipulando ‘drones kamikazes’, operados por grupos especializados, que supostamente estariam equipados com granadas de até 85 milímetros. Além disso, fala-se da presença de tecnologia antidrone implantada pelo ELN em vários pontos estratégicos no sul de Bolívar, para repelir a incursão do ‘Clã do Golfo’ com esses dispositivos”, disse uma fonte ao jornal colombiano.
Isso confirmaria as hipóteses surgidas após a captura de ‘Brayan’ Horacio Niño Castro, um atirador do ELN, que apontava a Venezuela como o território onde esse guerrilheiro recebeu treinamento, junto com outros recrutas, no manejo de armas de precisão e táticas de fogo selecionado.
As autoridades indicaram que “Brayan” não seria o único membro do ELN com essas capacidades na região. Atualmente, há quatro atiradores identificados, embora se presuma a existência de outros, distribuídos pelas áreas de influência da guerrilha.
“O treinamento é intensivo; em menos de quatro meses, esses indivíduos devem estar preparados para comandar ataques em áreas onde o ELN está em guerra com outros grupos armados, como Catatumbo, Antioquia, Sur de Bolívar, Arauca e Chocó”, disse um informante com exclusividade ao jornal El Tiempo.